segunda-feira, 17 de setembro de 2018

BACILLUS CEREUS E SUAS TOXINAS EM ALIMENTOS

As intoxicações alimentares estão entre os maiores desencadeadores de vômitos, diarreias e outros problemas gastrointestinais. Essas intoxicações, que podem até mesmo levar a óbito, podem ser causadas por diferentes agentes, destacando-se o Bacillus cereus.

Características do Bacillus cereus
Bacillus cereus é uma bactéria da família Bacillaceae que se destaca por ter formato de bastão, ser gram-positiva, aeróbica facultativa, formadora de esporos esféricos e responsável pela produção de uma grande quantidade de toxinas. Possui a capacidade de crescer em temperaturas baixas, em torno de 5º C, e de germinar em altas temperaturas, cerca de 50ºC. Os B.cereus, em virtude de sua capacidade de formar esporos, apresentam grande resistência. Os esporos suportam altas temperaturas, desidratação e até mesmo produtos químicos usados para a limpeza. Isso faz com que eles estejam amplamente distribuídos no ambiente, onde causam danos contaminando alimentos. O B. cereus é encontrado principalmente em cereais, leites e derivados, carnes, alimentos desidratados e temperos acondicionados de maneira inadequada. Vale destacar que a falta de higiene também está ligada à contaminação por essa bactéria.

Síndromes causadas pelo Bacillus cereus
Alimentos contaminados pelo Bacillus cereus podem provocar duas síndromes: a emética (vômito) e a diarreica. Essa bactéria produz diferentes toxinas, sendo cada uma responsável por determinados sintomas.
Síndrome emética: é causada por uma toxina que é uma proteína de baixo peso molecular. Ela se assemelha à síndrome causada por uma enterotoxina produzida pelo Staphylococcus aureus e provoca no paciente náusea e vômito. Normalmente, a síndrome está associada à ingestão de arroz cozido que foi colocado em temperatura ambiente. Vale destacar que os surtos também se associam a batatas, massas e queijos.
Síndrome diarreica: A toxina causadora dessa síndrome é uma proteína de grande peso molecular. Assemelha-se bastante a uma síndrome produzida pela enterotoxina de Clostridium perfrigens, uma vez que provoca diarreia, dores abdominais e, algumas vezes, vômito e náusea. 

Reservatório
Frequente no solo, meio ambiente e encontrado em baixos níveis em alimentos crus,    secos ou processados. 

Período de incubação
De 1 a 6 horas em casos onde o vômito é predominante; de 6 a 24 horas onde a diarreia é  predominante.

Modo de transmissão
Ingestão de alimentos mantidos em temperatura ambiente por longo tempo, depois de cozidos, o que permite a multiplicação dos organismos.

Alimentos associados
Uma larga variedade de alimentos tem sido implicada em surtos tais como carnes, leite, vegetais e peixes. Os surtos por vômitos estão mais associados a produtos à base de arroz; entretanto, outros produtos têm sido implicados em surtos como batatas, massas e queijos. Misturas com molhos, pudins, sopas, assados e saladas têm sido implicadas. Uma variedade de métodos de análise é recomendada para a recuperação, identificação e confirmação do B. cereus em alimentos. Mais recentemente, um método sorológico foi desenvolvido para identificação da enterotoxina diarreica do B. cereus para alimentos suspeitos.

Conduta médica e diagnóstico
A confirmação do B. cereus como o agente etiológico em um surto alimentar requer:

1) isolamento das cepas do mesmo sorotipo do alimento suspeito e das fezes ou vômitos de pacientes;

2) isolamento de uma grande quantidade do sorotipo do B.cereus no alimento (geralmente > 105 por grama do alimento incriminado) ou nas fezes ou vômitos dos pacientes ou isolamento do B.cereus de alimentos suspeitos e determinação de sua enterotoxigenicidade por teste  sorológicos( toxina diarreica) ou biológicos( emética e diarreica).O rápido início dos  sintomas na forma  emética da doença, acompanhada de alguma evidência de intoxicação por alimento, é muitas vezes suficiente para diagnosticar esse tipo de intoxicação alimentar.
Medidas de controle 
1) Notificação de surtos- a ocorrência de surtos ( 2 ou mais casos) requer a notificação imediata ás autoridades de vigilância epidemiológica municipal, regional ou central para que se desencadeie a investigação das fontes comuns e o controle da transmissão através de medidas preventivas

2) Medidas preventivas – educação para os manipuladores de alimentos e donas de casa; alimentos não podem permanecer em temperatura ambiente após cozidos, uma vez que os esporos de B. cereus podem sobreviver à fervura, germinando e multiplicando-se rapidamente em temperatura ambiente. As sobras de alimentos devem ser prontamente refrigeradas; reaquecimento rápido e de todo o alimento ajuda evitar a multiplicação dos microorganismos.

Tratamento
O tratamento desse tipo de intoxicação alimentar é sintomático, ou seja, apenas para aliviar os sintomas. Além disso, é necessário realizar uma reposição hidroeletrolítica.




Referências:






segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Vírus da Hepatite A (VHA) transmitido por alimentos contaminados


A hepatite A é uma doença infecciosa aguda, causada pelo vírus da hepatite A (VHA), que é um Picornaviridae, do gênero Hepatovírus. Existem sete genótipos (identidade de 85% ou mais nos nucleotídeos), sendo que três infectam naturalmente primatas não humanos e quatro genótipos que infectam o homem. Os genótipos mais frequentemente encontrados nas infecções humanas são os genótipos I e III. A hepatite A, geralmente é responsável por produzir inflamação e necrose do fígado, sendo sua ingestão fecal-oral através da ingestão de água ou alimentos contaminados. Tal doença pode ocorrer em todos os países do mundo, inclusive nos mais desenvolvidos, embora seja mais comum em locais em que a infraestrutura de saneamento básico é inadequada. Uma pessoa infectada com o vírus da hepatite A pode ou não desenvolver a doença, sendo que a infecção fornece imunidade permanente á doença. Vale ressaltar que desde 1995 estão disponíveis vacinas seguras e eficazes contra tal vírus.

Transmissão: 

A principal forma de transmissão do vírus é de pessoa para pessoa, sendo comum entre crianças que ainda não tenham aprendido noções básicas de higiene. Além disso, a transmissão pode ocorrer também pela ingestão de água e alimentos contaminados. Dez dias após a pessoa ser infectada, desenvolvendo ou não as manifestações clínicas da doença o vírus passa a ser eliminado nas fezes por cerca de três semanas, sendo que o período de maior risco de transmissão da doença varia de uma até duas semanas antes do aparecimento das manifestações clínicas.


Principais alimentos relacionados à contaminação: 

Frutos do mar, como mariscos crus ou inadequadamente cozidos, são grandes transmissores da doença, uma vez que esses organismos concentram o vírus por filtrarem grandes quantidades de água contaminada. 

Sintomas: 

A infecção pelo vírus da hepatite A, pode ou não desencadear em doença. Quando surgem manifestações, elas podem ocorrer de 15 a 50 dias após o contato com o vírus. Em geral, o ínicio é caracterizado por febre baixa, perda de apetite,  mal estar e vômitos. No desenvolver da doença, pode surgir icterícia, as fezes tornam-se então amarelo-esbranquiçadas e a urina meio castanho avermelhada. Em geral, quando ocorre icterícia, os outros sintomas diminuem e o risco de transmissão do vírus torna-se mínimo.

Tratamento: 

A hepatite A, não tem um tratamento específico. Sendo recomendado apenas medidas terapêuticas, que visam reduzir os incômodos das manifestações clínicas. Como repouso e abolição de bebidas alcoólicas.

Prevenção

A doença pode ser evitada através da prevenção de ingestão de água e alimentos contaminados, oque inclui utilização de água clorada ou fervida, alimentos certamente bem cozidos, preparados de acordo com as medidas indispensáveis de higiene. Deve-se lavar bem as mãos antes de refeições ou antes do preparo das mesmas. Além disso, pode ser prevenida através da vacinação ou pela utilização de imunoglobulina intramuscular. 

Período de incubação:

Apresenta um período de incubação de 3-6 semanas, com sintomas que se desenvolvem gradualmente.



Referências:

http://www.cives.ufrj.br/informacao/hepatite/hepA-iv.html
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v36n3/16341.pdf
https://www.news-medical.net/news/2008/04/09/33/Portuguese.aspx
https://www.tuasaude.com/hepatite-a-tem-cura/

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Teníase X Cisticercose







A cisticercose suína é uma doença derivada da ingestão de ovos de Taenia solium que, em sua forma adulta, possui o homem como hospedeiro final e nos suínos se encontram no estado larval conhecido como Cysticercus cellulosae. Alguns dos sintomas observados no ser humano ao ser contaminado são dor abdominal, anorexia e outras manifestações gastrointestinais, sem consequências mais graves. Já a teníase pode levar a quadros de cisticercose humana que, se chegar ao cérebro, adquire sua manifestação mais grave, chegando a causar o óbito. Nesse caso a sintomatologia é observada por crises convulsivas que se agravam de acordo com o aumento de pressão intercraniana, podendo acarretar em meningoencefalite e distúrbios de comportamento. É uma doença que pode nunca se manifestar e perdurar assintomática durante anos.

AGENTE ETIOLÓGICO: T. solium, pertencente a ciclóides cilofilídeos da família Taeniidae, é o verme do porco que causa infecção intestinal quando em forma adulta, e em sua forma de cisticerco provoca infecção somática.

MODO DE TRANSMISSÃO: Os suínos a adquirem quando ingere água ou alimentos contaminados com material fecal humano contendo ovos de T. solium. Já o homem a contrai quando ingere carne suína crua ou mal cozida que contenha cisticerco. Ao manusear verduras ou qualquer outro alimento sem a devida higienização das mãos, o homem também pode sofrer auto-infecção. Os movimentos peristálticos do intestino podem fazer uma tênia alcançar o estômago e voltar para o intestino liberando oncosferas (outra forma de auto-infecção)

PERÍODO DE INCUBAÇÃO: varia de 1 a 3 dias, tendo manifestações clínicas de 2 a 5 anos após a infecção.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTOS: Exames laboratoriais:

  • Exame do líquido cefalorraquidiano: uma vez que o parasita determina alterações compatíveis com inflamação crônica
  • Provas sorológicas: resultados limitados por não permitir localizar ou estimar quantitativamente o parasita, além do fato de que a presença de anticorpos não é certeza de infecção recente.

Exame radiológico: promove imagens dos cistos calcificados, onde o aspecto é característicos (ex.: calcificação só ocorre após morte do parasita)

Tomografia computadorizada: auxilia na localização de lesões no sistema nervoso central para ambas os aspectos do cisto, calcificado ou viável.

Exame anatomopatológico: realizado ante-mortem quando há possibilidade de biópsia e análise histopatológica de nódulos subcutâneos; ou post-mortem, com autópsia ou necropsia.

O tratamento normalmente é realizado com praziquantel ou niclosamida. Também há a abordagem cirúrgica para aliviar a dor, além da hospitalização e tratamento com Praziquantel ou Albendazol (para os pacientes com cisticercose ativa no sistema nervoso) que controla  o edema cerebral pela morte do cisticerco com uma série de corticóides.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE:

  • Irrigação de hortas e pastagens com água limpa e não adubar com fezes humanas;
  • Não ingerir carne cruz, insuficientemente cozida ou provinda de abate clandestino;
  • Lavar bem as mãos após uso do banheiro e antes das refeições;
  • Lavar bem os alimentos, especialmente verduras, hortaliças e frutas;
  • Consumir apenas água tratada;
  • Tratamento de efluentes;
  • Exames de fezes periódicos, especialmente em moradores de regiões rurais.

REFERÊNCIAS:

http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/zoonoses/publicacoes/Teniase_X_Cisticercose.pdf

http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-transmitidas-por-agua-e-alimentos/doc/parasitas/taenia_solium.pdf
https://www.todoestudo.com.br/biologia/teniase





sábado, 25 de agosto de 2018

INTOXICAÇÃO ALIMENTAR POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS


Staphylococcus aureus é uma bactéria gram positiva, esférica, aeróbia ou anaeróbia facultativa, imóvel, não esporulada que se desenvolve na forma de cachos de uvas. Essas bactérias, que são consideradas oportunistas, estão associadas a intoxicações alimentares e diversos tipos de infecções, principalmente as que acometem a pele. Uma contaminação por este microrganismo mais invasiva, onde o mesmo cai na circulação sanguínea, pode gerar problemas graves como choque séptico e infecções como a endocardite no coração, pneumonia, osteomielite e meningite.
As intoxicações alimentares são doenças microbiológicas de origem alimentar que são provocadas pela ingestão de alimentos contaminados por toxinas produzidas por microrganismos e que são formadas durante intensa proliferação dos mesmos no alimento.
Staphylococcus aureus causam essas intoxicações alimentares, pois produzem essas enterotoxinas termoestáveis que quando em contato com o organismo humano geram reações adversas.
Vale destacar que este tipo de microrganismo pode se multiplicar em alimentos com ph variando entre 4,2 e 9,3, além de ter a capacidade de sobreviver e se multiplicar em uma concentração de sal (cloreto de sódio) de até 15% e realizar a produção de enterotoxinas em concentrações de até 10%, o que permite uma disseminação mais ampla do microrganismo.

PRINCIPAIS ALIMENTOS RELACIONADOS À CONTAMINAÇÃO: cremes, bolos e cobertura de bolos, carne e derivados, aves, ovos, patês, molhos, produtos lácteos e derivados.
OBS: São de maior risco os alimentos que necessitam de considerável manipulação durante seu preparo e que ficam por muito tempo expostos a temperatura ambiente elevada.

SINTOMAS: incluem náuseas e vômitos graves a partir de cerca de duas a oito horas após o alimento contaminado ser ingerido, além de poder ocorrer cólicas abdominais, diarreia e  alguns casos dores de cabeça e febre.

DIAGNÓSTICO: o diagnóstico é realizado através de avaliações médicas e história de ingestão de alimentos suspeitos, para melhor confirmação do mesmo são também realizados exames laboratoriais dos alimentos, onde é analisada a presença de staphylococcus aureus e enterotoxinas produzidas por este microrganismo.

PREVENÇÃO: orientação para higiene e limpeza das cozinhas, além da limpeza nas mãos e unhas, não manter os alimentos em temperaturas ambientes por muito tempo, promover a educação dos manipuladores de alimentos e conscientizá-los sobre o risco da produção de alimentos em larga escala e dos fatores críticos que desencadeiam a produção da enterotoxina e também sobre o perigo de infecções em pele, nariz, garganta, etc.

TRATAMENTO: ingestão de quantidade adequada de líquido, se indicado pelo médico uso de medicamentos para melhorar as náuseas e vômitos e se necessário reposição hidroeletrolítica e reposição por via intravenosa.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO: de 1 a 8 horas, levando em média de 2 a 4 horas, dependendo da quantidade de toxina ingerida e estado geral de saúde.





REFERÊNCIAS:

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/gastroenterite/intoxica%C3%A7%C3%A3o-alimentar-por-estafilococos#v12819987_pt
http://paramedicsworld.com/systematic-bacteriology/staphylococcus-aureus/medical-paramedical-studynotes#.W3Q3YehKjIU

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Shigelose: disenteria bacilar


Imagem da Shigella numa amostra de fezes

A Shigelose, também conhecida como disenteria bacteriana, é uma infecção do intestino provocada pela bactéria Shigella. Está é uma bactéria gram-negativa que pertence à família Enterobacteriaceae, na qual possui forma de bastonetes imóveis.Visto que, existem diversas espécies que podem causar disenteria como Shigella. dysenteriae (sintomas mais graves), Shigella. flexneri, Shigella. boydiie e Shigella. sonnei (mesmo grave).

Modo de transmissão: Geralmente, esta infecção acontece através da ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo a bactéria Shigella. No que diz respeito aos alimentos, a contaminação, muitas vezes, é devido á falta de higienização do manipulador. Além disso, alimentos que são expostos e não são refrigerados constituem um meio propício para a bactéria sobreviver e se multiplicar. Ambientes fechados como creches, hospitais e similares são favorável para a disseminação da doença.

Alimentos associados

As Shigellas alcançam os alimentos por meio da contaminação com matéria fecal humana, seja através da água, seja através das mãos dos manipuladores. Visto que, os alimentos mais associados á transmissão são os vegetais crus e as frutas porque podem disseminar o microrganismo, após lavagem com água contaminada ou manipulação com mãos contaminadas.

Sinais e Sintomas
Os primeiros sintomas de infecção com Shigella surgem 1 a 2 dias após a contaminação e incluem:

●Diarreia, que pode conter sangue;
●Febre acima de 38ºC;
●Cólicas abdominais;
●Cansaço excessivo;
●Vontade de defecar constante;

Estes sintomas podem ser mais intensos em pessoas que têm o sistema imune enfraquecido, como no caso de idosos, crianças ou com doenças como HIV, câncer, lúpus ou esclerose múltipla, por exemplo.
No entanto, também existem pessoas que têm a infecção, mas não apresentam sintomas e o próprio organismo acaba eliminando a bactéria.

 Diagnóstico de Shigelose

Para confirmar o diagnóstico, os médicos coletam uma amostra de fezes e a enviam a um laboratório para fazer análise.


Prevenção de Shigelose

●Lavar as mãos regularmente, especialmente antes de comer ou depois de usar o banheiro;

●Lavar os alimentos antes de consumir, principalmente frutas e legumes;

● Evitar a manipulação de alimentos se estiver com esta infecção;

●Evitar beber água de lagos, rios ou cachoeiras;

● Realizar o saneamento básico


Tratamento

Na maior parte dos casos, a Shigelose é tratada naturalmente pelo organismo, pois o sistema imune consegue eliminar a bactéria em cerca de 5 a 7 dias. Porém, para aliviar os sintomas e acelerar a recuperação são aconselhados alguns cuidados:

Beber água, soro ou água de coco;

Manter o repouso em casa por pelo menos 1 ou 2 dias;

Evitar remédios para a diarreia, pois evitam que a bactéria seja eliminada;

Fazer uma alimentação leve, com poucas gorduras ou alimentos com açúcar;

Quando os sintomas são muito intensos ou demoram para desaparecer o médico pode receitar o uso de antibióticos como a Azitromicina, Cefalosporina de terceira geração ou Fluoroquinolona, para ajudar o corpo a eliminar a bactéria e garantir a cura.



Referências:


domingo, 19 de agosto de 2018

Campylobacter: A Bactéria Silenciosa


Resultado de imagem para campylobacter



 
Introdução
As espécies do gênero Campylobacter são agentes de doenças do homem e dos animais. Componentes da flora intestinal de animais domésticos e silvestres, disseminam-se pelo meio ambiente e contaminam a água, as pastagens e as culturas vegetais. As bactérias do gênero Campylobacter causam  uma variedade de infecções, mais comumente doenças diarreicas agudas. Em pessoas imunocomprometidas, a infecção por Campylobacter pode causar bacteremia ou infecção extraintestinal.  Há muitas espécies de Campylobacter, e várias delas causam doenças em humanos, incluindo doença entérica e extraintestinal.

Características do microrganismo
- Bacilos Gram-negativos  
- Microaerófilos (ambiente com 5% O2) 
- Necessário dióxido de carbono para o crescimento
- Propriedades potencialmente patogênicas : aderência e colonização - caráter invasivo - produção de citotoxina e uma enterotoxina (similar a da cólera) 
- Rapidamente destruídas pelo calor (10 min a 60ºC).

O que é a Campilobacteriose?
A campilobacteriose é uma doença de carácter zoonótico (afeta os animais e o homem), causada por bactérias do gene­ro Campylobacter A infeção por Campylobacter em hu­manos pode ser adquirida através da in­gestão de leite cru não pasteurizado ou água, mas é o consumo de carne de aves, sobretudo de carne de frango fresca que constitui a principal fonte de infeção para os consumidores.  

Sintomas
Pode provocar náuseas, vômitos, cólicas, diarreia,  dores abdominais, febre, fadiga e sangue nas fezes. Embora a doença possa afetar qualquer pessoa, ela é mais frequente em bebês e em crianças menores de 10 anos.

O que podemos fazer para evitar esta doença?
As bactérias conseguem sobreviver em superfícies se­cas, mas são os locais úmidos da cozinha os mais propensos à sua sobrevivência e multiplicação, sendo as mãos o veículo mais eficaz de transferência de contaminação. Assim, a lavagem das mãos frequente após manipular carne de aves ou as suas embalagens é essencial.

Diagnóstico

  • Cultura de uma amostra de fezes
  • Às vezes, cultura de uma amostra de sangue
Os médicos podem obter uma amostra de fezes e enviá-la a um laboratório para fazer o cultivo da bactéria. No entanto, as fezes nem sempre são testadas. As culturas de fezes levam dias para se concluir e os médicos não precisam, geralmente, saber que bactéria causou a diarreia para tratá-la efetivamente. Entretanto, se as pessoas tiverem diarreia sanguinolenta ou parecerem seriamente enfermas, geralmente as fezes são analisadas. Se as bactérias forem identificadas, elas serão testadas para ver quais antibióticos são eficazes (um processo chamado teste de suscetibilidade). Se houver suspeitas da existência de uma infecção na corrente sanguínea, os médicos obtêm amostras do sangue para cultura.

Tratamento

  • Geralmente nenhum tratamento específico
  • Algumas vezes um antibiótico como azitromicina
Muitas pessoas melhoram por volta de uma semana sem tratamento específico. Algumas requerem também líquidos por via intravenosa ou via oral. As pessoas que apresentarem febre, diarreia com sangue ou intensa, ou piora dos sintomas podem precisar tomar azitromicina ou eritromicina. Ambos os medicamentos são tomados por via oral. Se a corrente sanguínea estiver infectada, são necessários antibióticos como imipenem, gentamicina ou eritromicina.

domingo, 17 de junho de 2018

Intoxicação alimentar causada pela Salmonella spp


A salmonelose é reconhecida como uma das principais infecções transmitidas pelo consumo de alimentos, provocada por um grupo de bactérias do gênero Salmonella, que pertencem à família Enterobacteriaceae, sendo uma bactéria Gram-negativa. As células têm a forma de bastonetes (bacilos) imóveis ou móveis por flagelos.
Como se adquire


salmonella é um tipo de bactéria que pode ser ingerida através do consumo de alimentos contaminados com fezes de animais. Os alimentos contaminados apresentam aparência e cheiro normais e a maioria deles é de origem animal, como carne de gado, galinha, ovos e leite. Entretanto, todos os alimentos, inclusive vegetais, podem tornar-se contaminados. É muito frequente a contaminação de alimentos crus de origem animal.

O cozimento de qualquer destes alimentos contaminados mata a Salmonella.
A manipulação de alimentos por pessoas contaminadas que não lavam as mãos com sabonete, pode causar sua contaminação.

Sintomas

A maior parte das pessoas infectadas com Salmonella apresenta diarréia, dor abdominal e febre. Estas manifestações iniciam de 12 a 72 horas após a infecção. A doença dura cerca de 4 a 7 dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento. Em algumas pessoas infectadas, a diarréia pode ser severa a ponto de ser necessária a hospitalização devido à desidratação. Os idosos, crianças e aqueles com baixa resposta imune são os grupos mais prováveis de ter a forma mais severa da doença. Uma das complicações mais graves é a difusão da infecção para o sangue e daí para outros tecidos, o que pode causar a morte caso a pessoa não seja rapidamente tratada.

Diagnóstico

Muitas doenças podem causar as mesmas manifestações que a salmonelose, sendo o diagnóstico, na maior parte das vezes, associado à história alimentar recente. A comprovação de que as manifestações clinicas são causadas pela Salmonella só pode ser feita pela identificação do germe nas fezes da pessoa infectada e é útil somente nos casos mais graves, em que a administração de antibiótico se faz necessária. Uma vez identificado pode ser realizada a cultura das fezes para a determinação do tipo específico e qual antibiótico deve ser utilizado para o tratamento.

Tratamento

A infecção por Salmonella usualmente dura de 5 a 7 dias e freqüentemente não é necessário tratamento, sendo suficiente as medidas de suporte e conforto ao paciente. Após este período, a pessoa fica recuperada. Caso o paciente se torne severamente desidratado ou a infecção se difunda do intestino para outras regiões do organismo, medidas terapêuticas devem ser tomadas, incluindo a hospitalização. Pessoas com diarréia severa devem ser reidratadas através da administração endovenosa de soro. Os casos graves, em que a infecção se difunde, devem ser tratados com antibióticos.
                                                                                                                                                  
                                                        Prevenção 


                                     

Sendo os alimentos de origem animal uma das principais fontes de contaminação por Salmonella, como os ovos, carne e galinha, não devendo estes serem ingeridos crus, mal-passados ou não completamente cozidos.
Atenção especial deve ser dada aos ovos crus que aparecem sem serem percebidos em um grande número de pratos, como maionese caseira, molho holandês,  sorvete caseiro, etc. Estes pratos devem ser evitados.
Carnes em geral, incluindo hambúrgueres e frango, devem ser bem cozidas (não devem estar avermelhadas no centro). Leite não pasteurizado deve ser evitado.
Todos os produtos devem ser bem lavados antes de sua preparação e consumo.
Contaminação entre alimentos deve ser evitada: carnes cruas devem ficar separadas de alimentos que estão sendo preparados.
Todos os utensílios de cozinha (tábuas, facas, etc.) devem sempre ser lavados após sua utilização em alimentos crus.
As mãos devem ser lavadas antes do manuseio de qualquer alimento e entre o manuseio de diferentes itens alimentares.
 Referências:
https://www.gettyimages.pt/fotos/salmonela?sort=mostpopular&mediatype=photography&phrase=salmonela
https://pixabay.com/pt/ovos-ovos-de-galinha-ovos-crus-1510449/