quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Cuidado! Lote do produto Toddynho contaminado.

A Anvisa se reuniu  quarta-feira (13/8) com os representantes da Pepsico, fabricante do produto Toddynho para avaliar o recolhimento do alimento, que vem sendo conduzido pela empresa. Durante o encontro foram apresentadas as medidas adotadas pelo fabricante para retirar o produto do mercado e informar os consumidores que o lote L15 51 23:04 a 23:46 não deve ser consumido. Os dados apresentados mostram que o lote foi distribuído apenas para o estado do Rio Grande do Sul.


De acordo com a avaliação laboratorial feita pelo controle de qualidade da empresa, houve uma falha na vedação da conexão entre dois tubos, que provocou a contaminação do produto por Bacillus cereus. Esta bactéria está presente no meio ambiente, mas quando presente em alimentos pode levar à quadros de vômitos, náuseas e diarreia. 


A Agência solicitou à vigilância sanitária de São Paulo que seja feita uma inspeção na fábrica do produto, em Guarulhos. A inspeção e a análise da documentação apresentada pelo fabricante serão importantes para definir se há necessidade de alguma ação complementar.

A empresa apresentou um plano de comunicação que prevê a veiculação de alertas à população em TV, rádio e jornais, com enfoque no estado do Rio Grande do Sul. Além disso, o lote em questão foi interditado pela vigilância do estado.

Recomendações ao consumidor

O consumidor que tiver adquirido o lote do recall não deve consumi-lo.  Além disso, deve entrar em contato com a empresa para realizar a troca ou reembolso do produto. A solicitação pode ser feita gratuitamente pelo SAC no 0800 703 2222, das 8h às 20h, ou pelo e-mail sac@pepsico.com.

Em casos de dúvidas, os consumidores podem entrar em contato com a Anvisa por meio de sua Central de Atendimento: 0800 642 9782.


http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2014+noticias/anvisa+avalia+medidas+para+recolhimento+do+toddynho

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Psicrotróficos: características do grupo e desafios para a indústria de alimentos

         
São micro-organismos deteriorantes que apresentam capacidade de se multiplicar em temperatura de refrigeração, podem se desenvolver a 7ºC ou menos

      Temperatura ótima de crescimento à entre 20 e 30ºC. Ou seja, se adaptam ao frio alterando seu metabolismo.
 

Psicrotróficos no leite e derivados

 É um grupo importante no leite, principalmente porque produzem enzimas que agem sobre os constituintes do leite causando alterações físico-químicas e organolépticas. Representam 23% da microbiota do leite in natura os quais em condição de refrigeração multiplicam-se mais rapidamente do que a microbiota mesofílica, tornando-se predominante.

As lipases produzidas por bactérias psicrotróficas são resistentes às temperaturas de pasteurização HTST e ao tratamento UHT.  Derivados lácteos com alto teor de gordura (cremes, queijos gordos e manteigas) são os principais alvos de ação das lipases, as quais provocam rancidez.

      Quanto maior o tempo de armazenamento do leite resfriado, maiores as chances de multiplicação microbiana.

A grande maioria dos psicrotróficos é destruída na pasteurização do leite, porém esse tratamento tem pouco efeito sobre a atividade das enzimas termorresistentes produzidas por esses micro-organismos, bem como sobre psicrotróficos formadores de esporos (Bacillus).  O uso intensivo de refrigeração, da fazenda até a residência do consumidor, pode provocar uma gradativa seleção para os psicrotróficos.
 
      Mesmo nas temperaturas de refrigeração propostas pela legislação brasileira para conservação do leite na fonte de produção e na indústria pode ocorrer perda de qualidade da matéria-prima de um controle de contaminação inicial no for realizado. É necessário associar à refrigeração as boas práticas de produção e fabricação para evitar ou controlar a contaminação do leite por micro-organismos psicrotróficos.

      O gênero Pseudomonas é predominante entre os psicrotróficos encontrados no leite, sendo as espécies P. fluorescens e P. putida as mais frequentemente isoladas.

Origem dos micro-organismos psicrotróficos no leite:

      Condições inadequadas de higiene
      Suprimentos de água com qualidade inadequada
      Incidência de mastite
      Contaminação da pele dos tetos e do úbere

Problemas da qualidade de produtos lácteos:

      Alteração de sabor e odor do leite
      Perda de consistência na formação do coágulo para fabricação do queijo
      Geleificação do leite UHT durante o período de estocagem
      Instabilidade térmica do leite
      Redução no rendimento na produção de queijos

Métodos para controle do crescimento de micro-organismos psicrotróficos

      Resfriamento à temperatura mais baixa possível.
      Prática adequadas de higiene durante o processo de produção.
      Emprego de calor (pasteurizar quando a [ ] de psicrotróficos ainda estiver baixa).
   Adição de bactérias láticas no leite cru (alguma bactérias podem produzir  substância antimicrobianas como peróxido de hidrogênio e substâncias antibióticas.
      Incorporação de gases no leite (N2 e CO2).

Os micro-organismos psicrotróficos são limitantes da qualidade do leite e derivados, uma vez que as enzimas produzidas por eles possuem considerável resistência térmica. As variações nas taxas de crescimento desses micro-organismos durante a estocagem do leite cru podem ser explicadas por:

      Diferentes temperaturas e tempos de estocagem.
      Época do ano.
    Antimicrobianos naturalmente presentes no leite, podendo influenciar na produção de enzimas. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Salmonela “gaúcha” se torna mais agressiva e resistente

Curiosidade:   Salmonela “gaúcha” se torna mais agressiva e resistente
Médicos e cientistas do Rio Grande do Sul, tem preocupado com novo fenômeno acontecendo. Nos últimos 15 anos tem relatado que, uma variação de salmonela se tornou a principal responsável por contaminações.
A adaptação de um subtipo específico desse micro-organismo ao Estado, tem levado à proliferação de uma espécie de salmonela "gaúcha", tem aumentado sua agressividade, a resistência a antibióticos e a variações de temperatura e acidez.
    A preocupação da região até meados de 1999, era com infecções provocadas pela bactéria Staphylococcus aureus. Com tudo, a legislação gaúcha se tornou rigorosa e passou a cobrar cursos de boas práticas aos manipuladores de alimentos, obtendo bons resultados. Porém, agora o que tem prevalecido a contaminação por Salmonela.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), entre 2000 e 2012 foram registrados 1.289 surtos alimentares em que o agente causador foi identificado. Destes, 60% ocorreram por salmonela. Dos mais de 2,6 mil subtipos dessa bactéria existentes hoje, segundo o professor de Microbiologia de Alimentos da UFRGS Eduardo Cesar Tondo, apenas um responde por cerca de 95% dos casos de infecção por esse micróbio no Estado: a Salmonella enteritidis SE86.
Outro estudo recente demonstrou que, em 1999, apenas 15% das amostras eram resistentes a um tipo de antibiótico conhecido como ácido nalidíxico. Atualmente, esse percentual chega a 100%. Além disso, conforme Tondo, há casos de cepas resistentes a até cinco tipos diferentes de antibióticos, o que dificulta o tratamento. Outra constatação é que a salmonela presente no Estado vem apresentando maior taxa de sobrevivência às tentativas de desinfecção que usam cloro misturado à água e a altas temperaturas.
— Descobrimos que ela se torna 7,5 vezes mais resistente ao ambiente ácido devido a ativação de alguns genes — complementa Tondo.
Os manipuladores tem mantido cuidado na forma de preparo e manejo da comida para que não ocorra uma disparo de surto dede contaminação.

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2014/06/salmonela-gaucha-se-torna-mais-agressiva-e-resistente-4518968.html

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Fibras

O que são fibras?

As fibras são partes de grãos, vegetais e frutas que não são digeridas pelo nosso corpo. Elas passam quase que intactas pelo sistema digestivo e são eliminadas pelas fezes, com os movimentos intestinais.
Portanto, as fibras são necessárias para auxiliar todas as outras substâncias alimentares a moverem-se através do sistema digestivo de maneira adequada. Sem fibra suficiente, o processo digestivo pode ficar lento e a constipação (intestino preso) pode ocorrer.

Os principais efeitos fisiológicos atribuídos à fibra alimentar:
  • ·         Função Intestinal

A fibra alimentar, particularmente a fibra insolúvel, ajuda na prevenção da obstipação intestinal, aumentando o peso das fezes e reduzindo o tempo de trânsito intestinal. Esse efeito é ainda maior se o consumo de fibra for acompanhado por um aumento da ingestão de água.

Os ácidos graxos de cadeia curta produzidos durante a fermentação da fibra, pelas bactérias intestinais, são uma grande fonte de energia para as células do cólon, podendo inibir o crescimento e proliferação de células cancerígenas a nível do intestino. Ao melhorar a função intestinal, a fibra alimentar pode reduzir o risco de doenças e outras perturbações, tais como a doença diverticular ou hemorróidas, podendo inclusive ter um efeito protector contra o cancro do cólon.
  • ·         Níveis de glicose sanguíneos

A fibra solúvel pode retardar a digestão e a absorção dos hidratos de carbono, reduzindo desta forma o aumento da glicose sanguínea, que ocorre após a refeição (pós prandial), assim como a resposta da insulina. Esta situação pode ajudar pessoas diabéticas a terem um melhor controlo dos níveis de açúcar no sangue.
  • ·         Colesterol sanguíneo

Resultados de diversos estudos epidemiológicos revelam um outro papel de fibra alimentar na prevenção da doença coronária, ao melhorar o perfil lipídico sanguíneo, e os ensaios clínicos vieram confirmar as conclusões desses estudos. A consistência viscosa das fibras, como a pectina, o farelo de arroz ou aveia, reduz os valores séricos de colesterol total e de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade ou “mau” colesterol). As investigações continuam a demonstrar simultaneamente que uma dieta rica em fibra alimentar de origem mista também protege contra doença coronária.
  • ·         Outros efeitos

Embora a prevenção da obstipação intestinal, a melhoria dos níveis de glicemia e do perfil lipídico no sangue sejam as principais vantagens de uma alimentação rica em fibra alimentar, existem outros efeitos positivos que merecem ser salientados. Por exemplo, dado que a fibra alimentar aumenta o volume da dieta, sem adicionar calorias, pode ter um efeito saciante, contribuindo para o controlo de peso.

Para beneficiar de todos os efeitos da fibra alimentar é importante variar as suas fontes de origem na dieta. A alimentação rica em frutas, legumes, lentilhas, feijão e cereais integrais não só fornecer fibra alimentar, como também nutrientes e outros componentes dos alimentos essenciais para a saúde.

Onde encontro fibras na minha alimentação?

Recomenda-se para uma alimentação mais saudável: a redução do consumo de alimentos com alto teor de gordura associada à ingestão de fibras alimentares. Ao selecionar sua dieta diária, inclua verduras, legumes e frutas sempre que possível com casca (bem lavada). Prefira comer frutas, em vez de beber sucos.

Recomendação diária de fibras: 25 a 35g

A quantidade de fibras contidas em alguns alimentos pode ser encontrada na tabela abaixo:


Alimento (g)
Quantidade (g)
Fibras total (g)
Feijões cozidos
182
19,1
Farelo de aveia
94
14,5
Tomate
262
11,8
Soja cozida
172
10,3
Nozes
143
7,3
Espinafre
190
7
Alface
539
6,5
Espaguete
140
6,3
Batata doce
196
5,9
Brócolis
184
5,5
Mamão papaia
304
5,5
Passas
145
5,4
Pêra
166
5,1
Cenoura
146
4,8

Fonte: United States Department of Agriculture

terça-feira, 17 de junho de 2014

Disenteria bacteriana

     Também conhecida como Shigelose, a Disenteria bacteriana é causada, principalmente, pela ingestão de determinadas bactérias que podem provir de água ou alimento contaminado. É uma infecção bacteriana do revestimento dos intestinos 

Causas
A shigelose é causada por um grupo de bactérias chamadas de Shigella.
Existem vários tipos de Shigella.
  • Shigella sonnei, também chamado "grupo D" A shigellaé responsável pela maior parte dos casos de shigelose nos Estados Unidos.
  • A shigella flexneriou Shigella Shigellado "grupo B" causa quase todos os outros casos.
  • A shigella dysenteriae tipo 1 é raro nos EUA, mas pode levar a epidemias mortais em países em desenvolvimento.
      As pessoas infectadas com a bactéria a liberam nas fezes. A bactéria pode se espalhar de uma pessoa infectada contaminando a água ou alimento ou contaminando diretamente outra pessoa. A entrada de apenas um pouco da bactéria Shigella na sua boca é suficiente para causar os sintomas.
    Epidemias de shigelose estão associadas ao saneamento deficiente, água e alimentos contaminados e condições de vida em aglomerações.
    A shigelose é comum entre viajantes em países em desenvolvimento e trabalhadores ou residentes de campos de refugiados.
     A condição é vista muito comumente em creches e locais de vida em grupo


Sintomas de Disenteria bacteriana
    Os sintomas geralmente se desenvolvem cerca de 1 a 7 dias (média de 3 dias) após o contato com a bactéria.
      Os sintomas incluem:
  • Dor abdominal aguda (repentina) ou cólicas
  • Febre aguda (repentina)
  • Sangue, muco ou pus nas fezes
  • Dor retal com cólicas (tenesmo)
  • Náusea e Vômitos
  • Diarreia aquosa

Tratamento de Disenteria bacteriana

      O objetivo do tratamento é repor líquidos e eletrólitos (sal e minerais) perdidos na diarreia.
Medicamentos que interrompem a diarreia geralmente não são dados porque fazem com que a infecção leve mais tempo para desaparecer.
   Cuidados de saúde pessoal para evitar desidratação incluem beber soluções com eletrólitos para repor líquidos perdidos na diarreia. Diversos tipos de soluções com eletrólitos são vendidos sem receita.
    Antibióticos podem ajudar a diminuir a duração da doença e ajudam a evitar que se espalhe para os outros do grupo ou da creche. Também podem ser prescritos para pacientes com sintomas graves. Os antibióticos usados com frequência incluem sulfametoxazola e trimetoprim (Bactrim), ampicilina, ciprofloxacino (Cipro), ou azitromicina.
    Se você estiver com diarreia e não conseguir beber líquidos pela boca por causa de náusea intensa, você pode precisar de cuidados médicos e líquidos intravenosos ( via intravenosa). Isso é especialmente comum em crianças pequenas.
      Pessoas que tomam diuréticos ("fluidos aquosos") podem ter que parar de tomar esses remédios se tiverem enterite aguda por shigella. Nunca pare de tomar nenhum remédio sem primeiro consultar seu médico.

Expectativas
Muitas vezes a infecção é moderada e desaparece sozinha. A maioria dos pacientes, exceto crianças mal nutridas e aqueles com sistema imunológico enfraquecido, têm uma perspectiva excelente.

Complicações possíveis
As complicações podem incluir:
  • Desidratação severa
  • Síndrome hemolítico-urêmica (SHU), uma forma de insuficiência renal com anemia e problemas de coagulação
  • Artrite reativa
Cerca de 1 em cada 10 crianças com enterite grave causada por shigella desenvolve problemas neurológicos incluindo convulsões febris ou doença cerebral (encefalopatia) com cefaleia,letargia confusão, e pescoço enrijecido.

Prevenção

A prevenção envolve manipulação, armazenagem e preparo adequado de alimentos, além de boa limpeza. Lavar as mãos é a medida preventiva mais eficiente. Evite alimentos e água contaminados.