sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Botulismo infantil, Clostridium botulinum no mel

Botulismo infantil, Clostridium botulinum no mel

  






O Clostridium botulinum é um bacilo gram-positivo, produtor de esporos, encontrado com freqüência no solo, alimentos, fezes humanas e animais. São bastonetes retos ou levemente curvos com flagelos piritríquios, apresentam cápsula e são móveis, anaeróbicos, com esporos ovais e sub-terminais . Para produzirem a toxina necessitam de pH básico ou próximo do neutro ( PARRILLI, 2008).
O esporo é constituído por uma estrutura formada por um centro contendo o material genético da bactéria, envolvido por várias camadas de mucopeptídeos e capas externas de natureza protéica.                                                                     
 O botulismo é um tipo severo de intoxicação alimentar causado pela ingestão de alimentos contendo uma potente neurotoxina formada durante o crescimento do Clostridium botulinum (RAGAZANI, et al.).
O botulismo infantil tem afetado crianças abaixo de um ano de idade em várias regiões do mundo, e o mel tem sido identificado como uma das mais importantes fontes de intoxicação alimentar.
Crianças menores de um ano de idade são mais susceptíveis ao desenvolvimento da doença devido à imaturidade da flora intestinal que, ao ingerir alimento contendo esporos, permite a germinação, multiplicação e produção de neurotoxina botulínica no intestino infantil. A doença se manifesta, inicialmente, como uma gripe seguida da paralisia dos nervos e músculos na face e na cabeça, que evolui para os braços e pernas alcançando também os músculos respiratórios.
O tratamento principal do botulismo infantil é a medicação intravenosa chamada imunoglobulina botulínica.
Foi realizada uma análise do mel comercializado por ambulantes, mercados e feiras livres de vários
estados brasileiros, onde comprovou-se  a presença de  bactérias esporuladas em mais 60% das amostras.
O mel por ser a única fonte registrada de alimento veiculador do agente causador do botulismo infantil, o Clostridium botulinum, não deve ser incluído na dieta de crianças menores
de um ano de idade, causando um risco a saúde pública.
O Botulismo continua a ser um problema de saúde pública de todo o mundo; por este fato, são necessárias maiores investigações não somente na detecção de Clostridium botulinum no mel, mas também na de outros microrganismos e na forma como são incorporados nesse alimento.



Referências:
RAGAZANI,A.V.F. Esporos de Clostridium botulinum em mel comercializado no Estado de São Paulo e em outros Estados brasileiros. Ciência Rural.v.38. Abr.2008.

PARRILLI, C.C. Clostridium botulinum em alimentos.FMU, 2008.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Conheça a Pseudomonas aeruginosa, a bactéria oportunista!

CARACTERÍSTICAS GERAIS




As espécies do gênero Pseudomonas pertencem à família Pseudomonadaceae e são bacilos Gram-negativo não fermentadores de glicose, não-esporulados, aeróbios e móveis, devido à presença de um flagelo polar.
Estes micro-organismos possuem necessidades mínimas nutricionais e tolerância a uma grande variedade de condições físicas, incluindo elevada temperatura.  Sendo assim, encontra-se amplamente distribuídas no solo e na água, e podem fazer parte da microbiota normal do trato intestinal e pele de cerca de 3 a 5% da população.


A Pseudomonas aeruginosa apresenta-se na forma de bastonetes de 0,5 a 0,8 µm de largura por 1,5 a 3,0 µm de comprimento e suas células podem ser visualizadas ao microscópio como isoladas, aos pares ou em cadeias curtas. Esta espécie é um importante patógeno humano, tendo características invasivas e toxigênicas, uma vez que, além de sua estrutura e componentes da membrana celular, produz metabólitos extracelulares que estão envolvidos com a sua patogênese.

Sua patogênese está vinculada com infecções oportunistas, que estão frequentemente relacionadas com infecções hospitalares, especialmente em paciente imunodeprimidos. Então, este micro-organismo é considerado um patógeno oportunista, pois raramente está associada a infecções comunitárias em indivíduos imunocompetentes, mas quando isto ocorre, essas infecções estão envolvidas com contaminação de água pela bactéria Pseudomonas muito relacionado com surtos de gastrenterites veiculadas pela água. E no Brasil, a Pseudomonas tem aparecido com relativa frequência em exames bacteriológicos de águas cloradas, não-cloradas e até minerais naturais

 A INFECÇÃO POR Pseudomonas aeruginosa, SEUS SINAIS E SINTOMAS


.Os fatores de transferência de infecção estão relacionados aos produtos alimentares (leite, produtos à base de carne) e água, ocasionando enterocolite aguda, onde os sinais e sintomas estão descritos a seguir:

A intensidade destes sinais e sintomas depende da idade e do estado da imunidade do paciente. Os jovens e adultos apresentam inicialmente vômitos de forma aguda, dor na área epigástrica. Além disso, o paciente sente falta de apetite, náuseas, febre (em torno de 38ºC), e diarreia, com presença de muco e/ou sangue e tem duração de 3 a 4 dias.

As crianças apresentem febre com temperatura mais elevada (em torno de 39ºC), regurgitação frequente ou vômitos, recusa de ingestão de alimentos, letargia, fezes moles podendo ser verdes com presença de muco e/ou sangue. Juntamente com o campo de opções de acontecer a patologia de forma aguda com sintomas visíveis,  a própria doença dura até 4 semanas.

E há especialmente na primeira infância, um risco de hemorragia gastrointestinal, desidratação, e na idade avançada há o risco de se adquirir apendicite e colecistite, concomitante com lesões intestinais.

ATUALIDADE

Biorremediação:uma forma de utilizar as bactérias como aliadas com o objetivo de mundo mais limpo, leia mais a seguir :


REFERÊNCIAS UTILIZADAS:

TORTORA, Gerard J. Microbiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. xxviii, 934 p., il. color. Inclui apêndice e índice. ISBN 9788536326061 (enc.). Disponível em: <www.grupoa.com.br/tortoramicrobiologia10ed>. Acesso em: 23 mai. 2017.






domingo, 14 de maio de 2017

Yersinia enterocolitica


Yersinia enterocolitica


Yersinia
Fonte: www.cdc.gov

  Bactérias do gênero Yersinia são bacilos gram-negativos pertencentes à família Enterobacteriaceae, sendo a Yersinia enterocolitica a mais prevalente em seres humanos. São patógenos invasivos que induzem uma resposta anti-inflamatória nos tecidos infectados, o íleo distal e em particular o tecido linfóide intestinal são os alvos principais da infecção. Podem causar destruição localizada de tecidos, levando à formação de microabcessos, essas lesões são constituídas de microcolônias de bactérias, rodeadas por células inflamatórias. Se a bactéria conseguir escapar dos linfonodos e cair na corrente circulatória, alcançará órgãos mais distantes, sempre mostrando tropismo (afinidade) por tecidos linfoides.
  A Y. enterocolitica é resistente ao congelamento, podendo sobreviver em alimentos congelados e se multiplicando em temperatura ótima entre 25 a 28ºC, porém são sensíveis ao calor, sendo destruídas por pasteurização a 71,8 ºC.
   Os porcos são o maior reservatório de algumas estirpes de Y. enterocolitica, que causa a doença em humanos, mas também roedores, coelhos, ovelhas, cães e gatos podem ser fontes de infecção.

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Como ocorre a contaminação?

  Grande parte das pessoas são infectadas ao alimentar-se de comida contaminada com as fezes de animais doentes, especialmente carne de porco crua ou mau cozida, ou através do contato com pessoas que prepararam o produto contaminado, como por exemplo, crianças podem se infectar ao ter contato com seus cuidadores que tiveram as mãos contaminadas e não a lavaram e com isso podem infectar brinquedos, chupetas ou mamadeiras. Alguns casos também envolvem pessoas que ocasionalmente são infectadas depois de beber leite ou água contaminada mal fervida ou não clorada.


Quais são os sintomas?

  A maioria dos sintomas da infecção por Y. enterocolitica ocorre em crianças, principalmente naquelas abaixo de cinco anos de idade. Nesses pacientes, a yersiniose apresenta-se como diarréia, frequentemente acompanhada por febre baixa e dores abdominais. A duração da doença típica varia de poucos dias a três semanas, embora alguns doentes desenvolvam enterocolite crônica que pode persistir por vários meses.

E o diagnóstico?

  O diagnóstico é feito detectando a bactéria nas fezes de pacientes infectados. Muitos laboratórios não incluem o teste de Yersinia como rotina, então é muito importante que sinais clínicos sejam notificados ao laboratório quando yersiniose for suspeita. O tratamento basicamente é administrar antibiótico, caso haja complicações.

Como se proteger das Yersinioses?

·         Evitar comer carne de porco crua ou mau cozida
·        Consumir leite e derivados, como queijo, iogurte e sorvete, devidamente pasteurizados
·       Lavar bem as mãos com sabão e água corrente antes das refeições e preparo de comidas e após contato com animais e com carnes cruas
·         Lavar bem brinquedos, chupetas e mamadeiras das crianças, além de lavar as mãos antes de tocá-los
·       Evitar contaminação cruzada utilizando uma faca para cortar as carnes e outra para cortar outros alimentos. Tomar sempre o cuidado de manter os utensílios da cozinha sempre higienizados.
·     Se você tem animais em casa, tomar os devidos cuidados sanitários com a fezes desses animais



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Fontes: https://www.cdc.gov/yersinia/
http://www.quali.pt/microbiologia/484-yersinia-enterocolitica
 FALCÃO,J.P. Importância deYersinia enterocolitica em microbiologia médica. Revista de ciências farmacêuticas básica e aplicada, v. 27, n.1,p. 9-19, 2006.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Norovírus

Importância
Os Norovírus são vírus de formato arredondado e pequeno, causadores de gastroenterites, que foram descobertos recentemente, na década de 1970. Eles estão intimamente associados a surtos em locais confinados ou de contato próximo. 

Patologia
Os Norovírus são altamente contagiosos, pois poucas partículas são necessárias para infectar uma pessoa.  O contato com o aerossol do vômito de uma pessoa infectada, por exemplo, pode ser suficiente para a transmissão. Além disso, tem alta resistência, permanecendo em superfícies com as quais uma pessoa infectada teve contato, o que torna o compartilhamento de espaços e objetos, um problema.
A transmissão da norovirose se dá por meio de água contaminada, alimentos manipulados por pessoas infectadas, contato direto com o material fecal de uma pessoa doente ou por contato com superfícies contaminadas.

Sinais e sintomas da doença
Após a ingestão, os vírus sobrevivem no estômago, prejudicando o esvaziamento gástrico. No intestino prejudicam a absorção de água e nutrientes, causando diarreia branda, autolimitada e não sanguinolenta, um dos sintomas principais, além de vômito, febre, dores abdominais e de cabeça. A gravidade pode variar de pessoa para pessoa, sendo que os sintomas mais graves aparecem em crianças e idosos. Em geral, os sintomas costumam desaparecer depois de dois ou três dias, porém a disseminação viral ainda continua por duas semanas após o encerramento dos sintomas. A recomendação central é evitar a desidratação e procurar auxílio médico. 

Situações mais envolvidas
Como já dito, eles estão associados a surtos em locais confinados ou de contato próximo, como por exemplo: navios, asilos, ambientes hospitalares ou em uma mesma família. Hoje em dia são considerados um problema mundial, devido a sua rápida transmissão e difícil controle, sendo responsáveis por 99,9% dos surtos de gastroenterites em navios.

Curiosidades
A interrupção da transmissão é a primeira medida a ser tomada para prevenir novas infecções, tendo a lavagem das mãos com água e sabão, antes e depois de ter contato com o paciente ou com os objetos usados por ele, é de fundamental importância.
Além disso, os manipuladores de alimentos devem usar luvas plásticas. É necessário também limpar todas as superfícies com hipoclorito a 2%, pois os Norovírus persistem em superfícies inanimadas secas de 8 horas a 7 dias. Funcionários doentes não devem preparar alimentos por um período mínimo de 3 dias após a doença, para evitar os surtos de gastroenterites.
Como não há um tratamento para combater as noroviroses, o foco consiste em prevenção e tratamento da desidratação secundária da doença. A hidratação é geralmente mantida, usando-se fluido oral com líquidos isotônicos. A hospitalização em casos de desidratação grave, embora rara, pode ser necessária. Sintomas como dor de cabeça, mialgia e náusea podem ser combatidos com analgésicos e antitérmicos.

Atualidades
Frente à imensa dificuldade no controle da transmissão, o desenvolvimento de uma vacina surge como uma possível solução. Estudos têm sido desenvolvidos nos Estados Unidos com vacinas candidatas, mas como existe alta variabilidade genética dos norovírus, o desenvolvimento de uma vacina se torna complexo. Talvez, a saída seja o desenvolvimento de uma vacina atualizada periodicamente, acompanhando o monitoramento dos vírus circulantes, como acontece hoje com a vacina da gripe.

Fontes




domingo, 23 de abril de 2017

Conheça mais sobre o Rotavírus

Rotavirus é um género de vírus de RNA, da família Reoviridae. Existem sete sorotipos diferentes de rotavirus, mas somente três deles infectam o homem e causam gastrenterite aguda, por isso, a pessoa pode ser infectada mais de uma vez. São os agentes virais mais associados às doenças diarreicas aguda, atingindo não só humanos mas também mamíferos e aves. A estimativa é que até os cinco anos todas as crianças terão pelo menos um episódio de infecção e que uma em cada 300 infectadas pode morrer em consequência das complicações. Apesar de infectar em todas as idades, causando diarreia, é mais comum em crianças de seis meses a dois anos, mas também em jovens, durante todo período escolar.

Contaminação
A contaminação ocorre por via fecal-oral, ou seja, o vírus é eliminado em grande concentração nas fezes, e assim contamina água e alimentos; transmite também por pessoa a pessoa.
Sintomas
Os principais sintomas causados pelos três sorotipos que infectam os humanos são: diarreia aguda, aquosa (podendo levar a desidratação), vômitos, febre e mal-estar, coriza e tosse (às vezes). Este quadro dura alguns dias e depois regride.
Diagnóstico
O diagnóstico deve ser feito pelo exame de fezes a procura do vírus, logo nos primeiros dias da doença.

Tratamento
Para tratar, é necessário a ingestão de muita água, para evitar a desidratação. 
Prevenção
Para evitar a doença, deve ser a higiene das mãos frequente com água e sabão, principalmente e antes e após as refeições. Deve-se também, fazer a higiente correta dos alimentos e beber água tratada. Lavar bem e deixe mergulhados em solução desinfetante frutas e legumes que vão ser ingeridos crus.
Vacina
Desde 2006 a vacina contra Rotavírus está no calendário do Programa Nacional de Imunizações. Há a vacina monovalente e a pentavalente. A monovalente, que deve ser administrada por via oral em duas doses (aos dois e quatro meses) e a pentavalente, em três doses (aos dois, quatro e seis meses). 
Referências
https://drauziovarella.com.br/crianca-2/infeccao-por-rotavirus/
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v38n6/14.pdf
https://www.bio.fiocruz.br/index.php/rotavirus-sintomas-transmissao-e-prevencaohttp://www.jped.com.br/conteudo/99-75-S91/port.pdf

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Importancia clínica da Escherichia coli enteropatogênica clássica (EPEC)

A Escherichia coli (E. coli) é um bacilo gram-negativo, anaeróbio facultativo flagelado. Apesar de fazer parte da microbiota normal do intestino humano certos sorotipos são patogénicos para o homem e estes não são considerados como fazendo parte da flora intestinal normal. A E. coli é clinicamente importante por causar doenças diarreicas e por isso é utilizada como organismo indicador de contaminação fecal em água e em alimentos.
 A EPEC é importante causa de diarreia aguda e também pode causar diarreia persistente em crianças recém-nascidas e lactentes jovens; nos países em desenvolvimento e mesmo nos países desenvolvidos continua a ser um problema de saúde pública. Diarreias causadas por EPEC apresentam elevada mortalidade, pois em geral são mais severas do que as causadas por outros patógenos

Atuação da bactéria, sinais e sintomas:
O mecanismo central na patogênese da EPEC caracteriza-se pela aderência à mucosa intestinal provocando um rearranjo na célula hospedeira, causando uma significativa deformação celular. A causa da diarreia é provavelmente as mudanças na estrutura das células intestinais, devido à aderência da EPEC, e destruição das microvilosidades.
Os principais sintomas clínicos são diarreia aquosa acompanhada de febre, mal-estar, dores abdominais, vómitos, dores de cabeça, febre e arrepios. O período de incubação vai de 17 a 72h e a diarreia pode ter duração de 6h a 3 dias

Contaminação:
Infecções causadas por E. coli ocorrem por três vias principais: o contato direto com animais, o contato com humanos e o consumo de alimentos contaminados. A principal causa de contaminação fecal de água ou de alimentos é devido a saneamentos deficientes, más práticas de fabricação e higiene pessoal inadequada.

Através do contato com animais a contaminação pode ser:
 fecal-oral durante a criação de animais;
• contaminação das terras quando os excrementos dos animais são utilizados como fertilizantes sem qualquer tratamento prévio;
• contaminação fecal das carcaças devido ao não cumprimento das boas práticas durante o abate e a evisceração;
• consumo de leite cru com contaminantes fecais;
• consumo de leite proveniente de vacas com mastites causadas por E. coli .
• consumo de água contaminada.
os principais alimentos fontes de contaminação são carnes mal cozidas, principalmente de origem bovina, alface, sumos de fruta não pasteurizados, queijo curado e leite cru.

Prevenção:
O estabelecimento de boas práticas e de ações corretivas com o objetivo de reduzir a contaminação fecal ao longo de toda a cadeia alimentar contribui para a redução da contaminação por E. coli., o controle da contaminação deve ter como principal objetivo a minimização da sua presença durante a criação e o abate de animais, principalmente bovinos. Para a prevenção das infecções por E. coli deve-se também evitar o consumo de carnes mal cozidas, de bovino em particular, de leite não pasteurizado e de água não tratada.

Referências:


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Intoxicação alimentar causada pela bactéria Clostridium botulinum

Clostridium botulinum é uma bactéria anaeróbica, gram positiva, com capacidade de esporulação o que lhe confere maior resistência ao calor e matem sua sobrevivência em alimentos. A doença causada por essa bactéria é denominada botulismo, na qual provoca neuroparalisia grave e pode levar até a morte por paralisia muscular respiratória.


A ocorrência do botulismo se da por meio do contato do indivíduo com a toxina do bacilo, visto que pode ser através de uma contaminação de uma ferida pela bactéria, porém a mais comum é por ingestão de alimentos contaminados, na maioria dos casos, alimentos em conserva principalmente as artesanais (palmito, picles, pequi ); produtos cárneos, cozidos, curados e defumados artesanalmente ( salsicha e presuntos) e raramente em alimentos enlatados, pois esses passam por um controle de qualidade. Também estudos mostram há ocorrência dessa doença em crianças menores de um ano de vida, devido a ingestão de mel, sendo esse a principal fonte de risco para o botulismo infantil.

Sintomas

A manifestação dos sintomas pode ocorrer através de dores de cabeça; tontura; visão dupla; diarreia; náuseas; vômitos; dificuldade de respirar e comprometimento de nervos cranianos.

Tratamento 

Para que o tratamento seja efetivo necessita-se de um diagnóstico precoce da doença, pois o quanto antes o indivíduo contaminado for levado a um hospital e receber os devidos cuidados que  é feito através da administração de soro antibotulínico, em que tem como objetivo evitar que a toxina circulante no sangue alcance o sistema nervoso, assim , evitando o progresso da doença.


Confira algumas medidas de prevenção contra esta intoxicação alimentar

• A prevenção das intoxicações está diretamente relacionado as medidas básicas de higiene como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro.


• Evitar o consumo de alimentos de conserva e analisar as embalagens, cheiros e aspectos de alimentos enlatados.

• Realizar a fervura de alimentos de conservas e enlatados, antes de serem consumidos, é um método que irá destruir toxinas liberadas pela bactéria no alimento.

• O mel pode ser um reservatório de bactérias botulínicas, por isso consuma só de empresas confiáveis ( Vale lembrar que não é recomendável  administrar mel de abelha para crianças menores de 1 ano de idade, pelo risco de intoxicação).

Dessa maneira, note-se que é de extrema importância que as pessoas saibam mais sobre Clostridium botulinum e o que ele pode vir a causar, se não tomada as devidas medidas  de prevenção, assim, inserindo as na rotina diária para evitar a intoxicação por esse bacilo.