segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Shigella



Shigella



Fonte: CDC

  Shigelose (disenteria bacilar) é uma doença infecciosa causada pela bactéria do gênero Shigella, da família Enterobacteriaceae. Geralmente acomete crianças menores de 5 anos, mas adultos também podem ser afetados pela doença. Os sintomas mais típicos associados são diarreias e desconforto gastrointestinal que geralmente após 5-7 dias desaparecem sem tratamento médico. Entretanto, é necessário ficar atento, pois a bactéria se propaga facilmente e pode causar doenças mais graves em imunodeprimididos, como idosos, grávidas e portadores de HIV.
  Muitos micro-organismos entéricos podem causar disenteria bacilar, porém o único causador da disenteria associada com a doença clínica severa e que pode resultar em morte é a Shigella.
  Estima-se que a taxa global de shigelose seja de 165 milhões de casos por ano, dos quais 163 milhões estão em países em desenvolvimento. Mais de um milhão de mortes ocorrem anualmente nesses locais devido à infecção por Shigella. (About Shigella)


Sintomas
Os sintomas podem surgir nos primeiros dias após o contato com a bactéria e persistirem de 2-7 dias.

- Diarreia, as vezes acompanhada de sangramento e muco
- Febre
- Dor de estômago
- Necessidade constante de evacuar
- Náusea e vômitos

Importante: A espécie Shigella dysenteriae 1 pode causar a síndrome hemolítico-urêmica (SHU), uma doença grave, observada mais frequentemente em crianças e em indivíduos imunodeprimidos. A principal manifestação clínica é a insuficiência renal. Em caso de complicações o paciente tem que recorrer a diálise ou até mesmo transplante renal, dada a gravidade da doença.


Modos de contaminação

- Mãos contaminadas na boca: O modo de infecção oral-fecal é o mais comum na shigelose. Mãos que entraram em contato com as fezes de pessoas contaminadas por Shigella, e não foram devidamente higienizadas, são a maior fonte de contaminação.

  • ·         Mãos que entraram em contato com fraldas de crianças ou idosos infectados;
  • ·         Contato com pessoas infectadas; através do toque nas mãos, principalmente

- Alimentos e água contaminada
  • ·         Os alimentos mais comuns são aqueles que entram em contato com as mãos, como salada, sanduiches e vegetais crus. 

- Ser exposto a fezes durante o contato sexual com uma pessoa infectada

Tem tratamento?
Em caso de diarreia beba bastante água para evitar desidratação e mantenha-se em repouso. Evite sair de casa, ir trabalhar ou à escola, pois a infecção é facilmente transmitida de uma pessoa a outra. Lave as mãos com mais frequência para evitar propagação da bactéria.  Caso persista os sintomas consulte o médico.
O tratamento para shigelose se baseia na administração de antibiótico, porém em casos mais graves alguns antibióticos não são mais efetivos.


Diagnóstico
Identificação da Shigella nas fezes


Como evitar a contaminação por Shigella?
  • ·         Lavar as mãos com água e sabão, principalmente após uso do banheiro, depois de trocar fraldas, antes de preparar os alimentos e antes das refeições;
  • ·         Descarte adequadamente as fraldas sujas e desinfete a área de troca com álcool 70%;
  • ·         Supervisione a lavagem das mãos de crianças pequenas, após uso do banheiro;
  • ·         Evite tomar ou engolir água não tratada ou não fervida
  • ·         Beber água sempre tratada
  • ·         Promover educação sanitária dos manipuladores de alimentos, principalmente


     Fonte: Tua Saúde




Referências

About Shigella. Shigella Food Poisoning. Disponível em:<http://www.about-shigella.com/>. Acesso em: 23 set. 2017.


CDC. Shigella-Shigelosis. 2017.Disponível em:<https://www.cdc.gov/shigella/pdf/shigella-fact-sheet.pdf> Acesso em: 23 set.2017.

Centro de vigilância epidemiológica da Secretária do Estado de São Paulo. Síndrome Hemolítica-Urêmica. Normas e Instruções. 2002. Disponível em:< ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/hidrica/shu.pdf> Acesso em: 25 set. 2017.


Foodsafety.gov. Shigella. Disponível em:<https://www.foodsafety.gov/poisoning/causes/bacteriaviruses/shigella/index.html> Acesso em: 23 set. 2017.

 

Tua Saúde. Quando e como lavar as mãos corretamente. Disponível em:< https://www.tuasaude.com/a-importancia-de-lavar-as-maos/>. Acesso em: 24 set. 2017.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

HALOBACTERIUM

1) Introdução

Halobacterium é um membro da Archaebacteria. É um organismo unicelular que é rodeado por uma membrana de célula única, cada organismo é semelhante a haste em forma e possui mecanismos de movimento, tais como a utilização de vesículas de gás e flagelos. Requerem um ambiente que fornece cerca de 17% a 23% de NaCl para um bom crescimento. Elas não crescem em soluções com menos de 15% (a água do mar não é suficientemente salgada para elas). Portanto, as halobactérias vivem em ambientes altamente salinos, formando uma enorme população de um pequeno e distinto grupos de bactérias, podendo formar colônias imóveis (Halococcus) ou possuírem um flagelo polarizado (Halobacterium).

2) Desenvolvimento

A estrutura bioquímica da célula (enzimas e ribossomos) não só é tolerante a salinidade excessiva, como a presença de alta concentração de sal é condição primordial para o perfeito funcionamento do metabolismo celular. Algumas bactérias extremamente halófilas apresentam pigmentos vermelhos (carotenóides) na sua membrana, que funcionam como uma proteção natural à alta intensidade luminosa característica natural do meio onde vivem esse tipo de bactéria. Arqueobactérias halófilas extremas são aeróbias com um complexo metabolismo nutricional. Desenvolvem freqüentemente um “rastro” colorido (vermelho/ alaranjado) sobre pele de peixes secos e outros alimentos tratados com sal, além de crescerem otimamente em tanques industriais que produzem sal.
A maioria das halobactérias são obrigatoriamente aeróbias, entretanto algumas espécies de Halobacterium podem gerar ATP por fotofosforilação. Quando espécies de halobactérias estão sujeitas a competição por limitação de oxigênio, elas sintetizam quimicamente uma modificação em sua parede celular. Em células aeróbias, a membrana celular é vermelha devido a alta concentração de carotenoídes. A transformação para a anaeróbias induz o crescimento e síntese de um novo componente: a membrana púrpura. Essa membrana estabelece uma discreta mancha, que pode vir a cobrir metade (ou mais) da área total da membrana e pode ser facilmente distinguido em elétron micrografia de células congeladas. Em presença de luz, o pigmento bacterideofóro age como uma bomba de prótons, convertendo a luminosidade em uma força promotora através da membrana da célula, podendo ser usada para aumentar os níveis de ATP celular. Halobacterium pode gerar ATP anaerobicamente em presença de luz, mas não pode crescer sob essa condição. Fotofosforilação é usada só para aumentar a viabilidade das células em crescimento. A impossibilidade de Halobacterium crescer anaerobicamente, mesmo em presença de luz, reflete a necessidade molecular do oxigênio para a síntese do pigmento retinóide a partir do beta-caroteno.

Curiosidade: O pescado salgado pode ser deteriorado por bactérias halotolerantes, como halofílicas dos gêneros Halococcus e Halobacterium causadores de alterações na cor, sendo vermelhidão a alteração mais ocorrida. A parte do peixe mais suscetível à deterioração são as brânquias. Os primeiros sinais de deterioração são notados quando exalam odor desagradável.

3) Conclusão

Halobacteria é uma promessa na sala de aula, devido à sua alta durabilidade e requisitos de manutenção simples. Estes archaeans podem ser cultivadas a partir de colônias de células, de modo que os estudos sobre o crescimento de halobacteria pode facilmente ser realizado numa instalação de laboratório de escola ou faculdade. Temperatura, oxigénio, concentração de sal, e a exposição à luz são apenas alguns dos fatores que podem afetar o crescimento de halobacteria e a expressão de vários genes, tais como aqueles que ditam o pigmento.

4) Referencias

http://baliga.systemsbiology.net/hs2013/halobacteriainfo 
http://www2.bioqmed.ufrj.br/prosdocimi/chicopros/ensino/didaticos/arqueobacterias.html









domingo, 10 de setembro de 2017

As bactérias lácticas

As bactérias lácticas são um grupo diverso de micro-organismos, associados a carnes, plantas e laticínios, além de serem a microbiota dominante no intestino delgado. São cocos ou bacilos Gram positivos, não esporulados. O principal produto de seu metabolismo é o ácido láctico, tendo esse, um papel importante no processo de fermentação do leite, um dos métodos mais antigos de preservação.

A produção do ácido láctico é rapida, o que provoca diminuição de pH do leite e a remoção da fonte fermentescível, promovendo um ambiente não favorável ao desenvolvimento de micro-organismos.
Além de contribuir com a digestão da lactose, diminuir níveis de colesterol, aumentar a absorção de minerais e produção vitaminas; algumas dessas bactérias possuem funções probióticas, sendo benéficas à saúde, quando ingeridas em quantidades adequadas. São assim consideradas aquelas que aquelas que são resistentes ao ácido gástrico, sais biliares e enzimas digestivas, além disso, devem aderir ao epitélio intestinal. Dentre as vantagens obtidas, há a estimulação e regulação do sistema imune, aumento da resistência a colonização por patógenos, por conta da produção de ácido láctico.
A fermentação pode ser homofermentativa ou heterofermentativa. Homofementativa quando produz apenas ácido láctico; e heterofermentativas, quando produzem também dióxido de carbono e outros compostos flavorizantes, sendo muito usado dessa forma,  com a função de melhorar o sabor e a textura dos alimentos.
            Atualmente, a busca por alimentos funcionais, produtos saudáveis e que promovem o bem estar, aumentou consideravelmente, o que estimulou a produção de alimentos fermentados funcionais. Este crescimento, levou a maior aplicação tecnológica de bactérias ácido lácticas em probióticos.
Uma das tecnologias com báctérias lácticas é microencapsulamento, na qual o material bioativo é selado em pequenas cápsulas, criando uma barreira fisica entre o micro-organismo e o meio exposto. Isso potencializa os efeitos probióticos, por aumentar a proteção ao micro-organismo às condições adversas.
Frente às aplicações citadas, as bactérias ácido-lácticas estão disponíveis no mercado em diversos produtos alimentícios e a procura por esses alimentos está aumentando. Devido a isso, vem se buscando a caracterização do potencial probiótico de diferentes cepas de bactérias ácido-lácticas e o desenvolvimento de novas estratégias de preservação da viabilidade desses micro-organismos visando à obtenção dos efeitos benéficos.
            Além dos fermentados, estudos, mostram a aplicação de báctérias ácido lácticas em chocolates, sucos e barras de cereais. Além desses, é explorado seu sabor e aroma em queijos, também usados na fermentação de pães, vinhos e salsichas.
            Por essas razões, esse micro-organismos são cada vez mais estudados, a procura de mais benefícios para o homem.


Referências

https://www.milkpoint.com.br/industria/cadeia-do-leite/espaco-aberto/bacterias-acidolacticas-principais-caracteristicas-e-aplicacoes-tecnologicas-em-alimentos-105118n.aspx
https://www.embrapa.br/documents/1355163/2005846/doc336151.pdf/4c82dbc8-73bd-4689-a47e-5819e3f1ffc7
http://www.cca.ufscar.br/~vico/Bacterias%20laticas%20na%20fermentacao%20etanolica.pdf
http://www.biologiaviva.xpg.com.br/bacteriaslacteas.htm

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Helicobacter pylori



A bactéria Helicobacter pylori, chamada de H. pylori, é um bacilo (bactéria) adaptado ao meio ácido do estômago, com a forma de um bastão curvo e espiralado, que tem a capacidade de nadar pelo suco gástrico e atingir a mucosa que reveste o estômago estabelecendo-se na superfície das células epiteliais. A H. pylori deixa as paredes do estômago vulneráveis à acidez do próprio órgão, pois causa um importante processo inflamatório conhecido como gastrite e/ou úlcera. Por isso é o principal causador de doenças como infecção gástrica, úlcera péptica e até mesmo câncer no estômago, doença grave, mas em muitos casos assintomática.

Essa bactéria é encontrada mundialmente e afeta principalmente o Brasil, onde se estima que 70%  da população esteja infectada, tendo seu início na infância.


Sintomas

Grande parte da população que é infectada pelo H.Pylori não apresenta sintomas. Mas quando a infecção se manifesta, enjoos e dores de estômago são os maiores desconfortos dos pacientes.

Os sintomas pela infecção pelo H. pylori podem ser:
  • ·         Dor epigástrica
  • ·         Náuseas
  • ·         Vômitos
  • ·         Eructos (arrotos) frequentes
  • ·         Sensação de empachamento (estômago cheio)
  • ·         Perda de peso
  • ·         Refluxo
  • ·         Sangramento em nos casos mais graves

 Os sintomas aparecem devido às alterações ulcerosas causadas pela bactéria no estômago ou por causa de um quadro chamado de dispepsia funcional, que é uma dor ou desconforto estomacal crônico, que não apresenta nenhuma alteração ao nível do estômago que possa justificar os sintomas.


Contaminação

Em geral a infecção é transmitida por contato íntimo, pela saliva, pela ingestão de água ou alimentos contaminados e por via fecal-oral. O desenvolvimento da doença, no entanto, difere de pessoa para pessoa. A maioria dos infectados são assintomáticos e provavelmente não vão desenvolver lesões. Este aspecto depende do tipo de resistência da bactéria e da resposta do organismo de cada indivíduo à infecção.


Prevenção

Como a contaminação pela bactéria ocorre devido à ingestão de alimentos mal higienizados, a forma de se prevenir desta infecção é ter cuidados básicos de higiene, como fazer a lavagem das mãos antes da manipulação dos alimentos, lavar bem os alimentos que serão consumidos crus, lavar sempre os utensílios utilizados e também lavar as mãos após a realização das necessidades fisiológicas.

Prevenção é a melhor forma de combater a infecção por H. Pylori, visto que alguns tipos da bactéria podem ser muito resistentes aos antibióticos.


Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser feito com exames de sangue, teste respiratório, exame de fezes e endoscopia digestiva. A endoscopia digestiva permite avaliar não apenas o estômago, mas também o esôfago e a porção inicial do intestino, além da possibilidade de biópsia de lesões e detecção do tipo de bactéria presente no estômago.

O tratamento da infecção pelo H. Pylori é através de sua erradicação com o uso antibióticos específicos, chamado de esquema tríplice de tratamento,  além dessa associação usa-se também um agente inibidor de produção de ácido gástrico.

É fundamental que se faça o uso correto da medicação para  se evitar, por exemplo, a resistência bacteriana. A erradicação com este esquema é obtida em mais de 90% dos casos. Trinta dias após o término da medicação já é possível  avaliar seu resultado. A reinfecção não é  comum 

Algumas pessoas são expostas a cepas (tipos) de bactérias diferentes, sendo assim necessário trocar o tipo de antibiótico devido à resistência bacteriana a determinados medicamentos. Para saber qual o tipo de cepa acomete o paciente, é necessária a endoscopia digestiva, com a biópsia e cultura do material colhido. Após a determinação da cepa, é possível saber qual a sensibilidade da bactéria para determinados antibióticos e assim escolher um esquema de tratamento mais eficaz.

  Referências


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Bactéria Listeria monocytogenes e sua patogenicidade

listeria monocytogenes é um microrganismo patogênico de distribuição ubiquitária, sendo responsável por surtos de listeriose em humanos. Esta bactéria é conhecida desde 1926 como causadora de doenças em animais e desde 1929 como agente da listeriose humana, mas somente na década de 1980 a listeriose ficou conhecida como uma importante zoonose transmitida por alimentos devido a ocorrência de vários surtos e passou a ser uma ameaça  para a indústria alimentícia e para a saúde pública.


Características gerais

Listeria monocytogenes é um bacilo Gram-positivo, não formador de esporo, anaeróbico facultativo. São bactérias móveis devido a flagelos, apresentando movimento característico denominado tombamento que auxilia na sua identificação. Este microrganismo do gênero Listeria são capazes de se multiplicar numa ampla faixa de temperatura e  possuem atividade fermentativa sobre carboidratos, produzindo lactato  sem produção de gás quando metabolizam glicose. Produzem catalase, mas não oxidase, e apresentam resultados positivos tanto no teste de Voges–Proskauter como no de  vermelho de metila.


 Principais fontes de contaminação

A principal fonte de contaminação por Listeria monocytogenes é por meio do consumo de alimentos contaminados, sendo este de origem animal ou vegetal. Em geral o microrganismo tem sido encontrado em leite cru, queijo, carnes frescas ou congeladas, frangos, frutos do mar, frutas e produtos vegetais.




                                                 Fonte: arquivo.fmu.br/prodisc/medvet/fms.pdf

Listeriose

A bactéria Listeria monocytogenes é a causadora de uma das mais severas infecções de origem alimentar a listeriose. Em adultos, a doenças pode se manifestar tanto como forma invasiva como não invasiva. A doença invasiva é caracterizada por sintomas severos e os mais freqüentes são a meningite e a encefalite. Em mulheres grávidas, a listeriose pode levar ao parto prematuro e a aborto, e causar no bebe sepse e meningite neonatal.

A forma invasiva de listeriose acomete  principalmente mulheres grávidas, no terceiro trimestre da gravidez, indivíduos imunodeficientes principalmente  com câncer, transplantados , portadores de HIV, sob terapia imunossupressiva e também idosos.

Já a forma não invasiva a listeriose gastrintestinal pode causar infecções brandas, semelhantes a uma gripe, até surtos de gastrenterite febril em indivíduos saudáveis, mas normalmente não evolui para óbito.


Sintomas 


Os sintomas mais comuns são febre, fadiga, mal-estar, podendo haver ou não à presença  de náusea, vômito, dores abdominais  e diarreia.

Diagnóstico e identificação

A pesquisa de Listeria monocytogenes em alimentos pode ser realizada utilizando-se métodos de cultivo tradicionais, seguidos de caracterização bioquímicas  ou por meio de técnicas alternativas como Reação  em Cadeia  de Polimerase( PCR).

Já o diagnóstico da listeriose em humanos é realizado a partir do isolamento da bactéria do sangue, do fluido cefalorraquidiano, da placenta e do feto. Porém a infecção, na maioria das vezes, não é diagnosticada na gravidez pela dificuldade das técnicas microbiológicas em isolar o microrganismo ou pelas alterações histológicas encontradas nas placentas que confundem a listeriose com outras doenças.

Tratamento

O tratamento é realizado a base de antibióticos como ampicilina, tetraciclina, cloranfenicol e eritromicina. Bebês com listeriose recebem os mesmos medicamentos que os adultos, embora uma combinação de antibióticos seja muitas vezes usada.


Prevenção

A prevenção está ligada, principalmente, à higienização das mãos do manipulador de alimentos e à conscientização do consumidor. Deve–se  submeter os alimentos à cocção e evitar o consumo de leite in natura , queijos feitos com leite não-pasteurizado e vegetais  crus sem lavagem  adequada. Também sugere as indústrias alimentícias uma maior atenção na higienização  de equipamentos , utensílios e  treinamento dos manipuladores a boas práticas de fabricação e controle , visando  à produção de alimentos seguros para consumo.




Referências :



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entamoeba histolytica: O agente etiológico da Amebíase

Entamoeba histolytica é um protozoário e é o agente etiológico da amebíase.
                


Se movimentam por pseudópodes.
É a 2ª maior causa de morte por parasitose.

COMO SE PEGA AMEBA

A amebíase intestinal é um doença que ocorre quando o indivíduo se contamina com a ameba Entamoeba histolytica. A transmissão é feita pela via fecal-oral, ou seja, uma pessoa contaminada elimina o parasita nas fezes, e outra, de algum modo, acaba engolindo-o. Esse modo de transmissão pode se dar através do consumo de  água ou alimentos e a contaminação pode propagar-se quando uma pessoa evacua, não lava as mãos adequadamente e prepara alimentos em seguida. Banhar-se ou consumir água de locais com más condições sanitárias também são um fator de risco para amebíase.
                        CICLO DE VIDA DA ENTAMOEBA HISTOLYTICA
Entamoeba histolytica eliminada nas fezes encontra-se na forma de cistos, que é muito resistente a meios hostis, podendo sobreviver no ambiente por vários meses. A ingestão de um único cisto de Entamoeba histolytica é suficiente para contaminar o paciente. O cisto, após ser ingerido, passa incólume pela acidez do estômago e muda para a forma trofozoíta ao chegar no intestino. Quando alcançam o cólon, os trofozoítas se aderem a sua parede e passam a colonizá-la. Na maioria dos casos a Entamoeba histolytica tem um comportamento comensal, isto é, vive em harmonia com o hospedeiro, alimentando-se do nossos alimentos e não produzindo sintomas.
SINTOMAS DA AMEBÍASE

A maioria das pessoas com amebíase não manifesta sintomas. Quando eles surgem, no entanto, costumam aparecer de sete a dez dias após a exposição ao parasita. Os sintomas leves da amebíase são: Cólicas abdominais, fadiga, gases em excesso e perda de peso involuntária. Além destes, os sintomas considerados mais graves são: sensibilidade abdominal, evacuação de fezes líquidas (às vezes com sangue), febre e vômito.

DIAGNÓSTICO DA AMEBÍASE

O diagnóstico da infecção por Entamoeba histolytica é geralmente feito através do exame parasitológico de fezes. Como os cistos e trofozoítos não são eliminados de forma constante pelas fezes, no mínimo 3 amostras colhidas em dias diferentes são necessárias para o diagnóstico.

Tratamento
Para os casos graves, deve-se permanecer em repouso, utilizando uma dieta rica em proteínas e com hidratação constante. A medicação frequentemente utilizada é o Metronidazol por 10 dias por via oral. Se o parasita ocupar os tecidos, o tratamento deve contemplar todas as áreas afetadas pelo parasita. Ao término do tratamento, as fezes devem ser examinadas novamente para ter certeza de que a doença foi abolida.

Prevenção

Saneamento básico e condições adequadas de higiene são a chave para evitar a amebíase. Outras medidas também podem ser adotadas:
  •    Lave bem as mãos com água e sabão após usar o banheiro e antes de manipular alimentos
  •    Lave bem frutas e verduras antes de comê-las
  •    Evite leite, queijo e outros produtos lácteos não pasteurizados
  •    Não consumir água diretamente da fonte sem que haja filtração dela.

O ideal é sempre estar com as mãos limpas para evitar a contaminação e, consequentemente, garantir a própria saúde e de sua família.

Referências:


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Botulismo infantil, Clostridium botulinum no mel

Botulismo infantil, Clostridium botulinum no mel

  






O Clostridium botulinum é um bacilo gram-positivo, produtor de esporos, encontrado com freqüência no solo, alimentos, fezes humanas e animais. São bastonetes retos ou levemente curvos com flagelos piritríquios, apresentam cápsula e são móveis, anaeróbicos, com esporos ovais e sub-terminais . Para produzirem a toxina necessitam de pH básico ou próximo do neutro ( PARRILLI, 2008).
O esporo é constituído por uma estrutura formada por um centro contendo o material genético da bactéria, envolvido por várias camadas de mucopeptídeos e capas externas de natureza protéica.                                                                     
 O botulismo é um tipo severo de intoxicação alimentar causado pela ingestão de alimentos contendo uma potente neurotoxina formada durante o crescimento do Clostridium botulinum (RAGAZANI, et al.).
O botulismo infantil tem afetado crianças abaixo de um ano de idade em várias regiões do mundo, e o mel tem sido identificado como uma das mais importantes fontes de intoxicação alimentar.
Crianças menores de um ano de idade são mais susceptíveis ao desenvolvimento da doença devido à imaturidade da flora intestinal que, ao ingerir alimento contendo esporos, permite a germinação, multiplicação e produção de neurotoxina botulínica no intestino infantil. A doença se manifesta, inicialmente, como uma gripe seguida da paralisia dos nervos e músculos na face e na cabeça, que evolui para os braços e pernas alcançando também os músculos respiratórios.
O tratamento principal do botulismo infantil é a medicação intravenosa chamada imunoglobulina botulínica.
Foi realizada uma análise do mel comercializado por ambulantes, mercados e feiras livres de vários
estados brasileiros, onde comprovou-se  a presença de  bactérias esporuladas em mais 60% das amostras.
O mel por ser a única fonte registrada de alimento veiculador do agente causador do botulismo infantil, o Clostridium botulinum, não deve ser incluído na dieta de crianças menores
de um ano de idade, causando um risco a saúde pública.
O Botulismo continua a ser um problema de saúde pública de todo o mundo; por este fato, são necessárias maiores investigações não somente na detecção de Clostridium botulinum no mel, mas também na de outros microrganismos e na forma como são incorporados nesse alimento.



Referências:
RAGAZANI,A.V.F. Esporos de Clostridium botulinum em mel comercializado no Estado de São Paulo e em outros Estados brasileiros. Ciência Rural.v.38. Abr.2008.

PARRILLI, C.C. Clostridium botulinum em alimentos.FMU, 2008.