quarta-feira, 4 de junho de 2014
Fitoestrogênio
São compostos químicos encontrados naturalmente em certas plantas,
incluindo alimentos como grãos integrais, verduras, feijão e alho. A
investigação científica mostra que os fitoestrógenos podem imitar a ação do
estrogênio. Na medicina alternativa, suplementos dietéticos que contêm
fitoestrogênios são por vezes usados para proteger contra cânceres hormônio-dependentes, doenças
cardíacas, osteoporose e sintomas da menopausa.
Mecanismo de ação
Os
fitoestrogênios se ligam aos receptores de estrogênio (ER) e, através de
elementos de resposta do estrogênio, estimulam a transcrição dos genes de
células específicas. No entanto, por competirem com o estradiol (E2) nos sítios de ligação,
podem
também atuar como antagonistas de estrogênio, reduzindo a disponibilidade de
estradiol (E2) nas células alvo.
Fontes de
fitoestrogênios
-
Linhaça: Rica em fibras e ácidos graxos ômega-3, apresenta um tipo de
fitoestrogênio (lignana) que pode reduzir os níveis de
colesterol (especialmente em mulheres na pós-menopausa) e ondas de calor.
- Soja:
contém fitoestrogênios compostos chamados isoflavonas (antioxidantes). Estudos
preliminares indicam que a soja também pode ajudar a manter os ossos fortes,
bem como diminuir ligeiramente o risco de câncer de mama.
- Nopal:
esta planta contém uma alta porcentagem de fitoestrogênios que pode ajudar a reduzir os sintomas da menopausa, como rubores, insônia,
irritabilidade e osteoporose, entre outros. Este vegetal pode ser incorporado
em diferentes preparações, como por exemplo, saladas, caldos, refogados ou
sobremesas.
- Trevo
vermelho: fonte de isoflavonas, é uma erva usada frequentemente para aliviar os
sintomas da menopausa e pode reduzir risco de câncer de próstata.
- Alfafa
e lúpulo
Estudos
na investigação dos benefícios dos fitoestrogênicos estão sendo cada vez mais
desenvolvidos.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Agrotóxicos
De
acordo com a legislação vigente, agrotóxicos são produtos e agentes de
processos físicos, químicos ou biológicos para uso no cultivo, armazenamento e
beneficiamento de produtos agrícolas, para alterar a
composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação de seres vivos
nocivos. Em decorrência deste uso, existem conseqüências negativas tanto
para a população como para o meio ambiente, dependendo da quantidade destes
componentes nos alimentos, podem ocasionar sérios problemas de saúde à
população e quanto ao ambiente, podem implicar em contaminações dos solos,
águas e como conseqüência disto, a morte dos seres vivos.
Dentre
as conseqüências do uso de agrotóxicos sobre a saúde humana estão dores de
cabeças intensa, irritações bucais, fraqueza, câimbras, insônia, aborto, perda
de memória, vômitos,diarréia,impotência e depressão.
Nas intoxicações crônicas, que aparecem após penetração repetida de pequenas
quantidades de agrotóxicos em um tempo mais prolongado, surgem problemas
respiratórios graves, alteração do funcionamento do fígado e dos rins, anormalidade
da produção de hormônios da tireóide, dos ovários e da próstata, incapacidade
de gerar filhos, malformação e problemas no desenvolvimento intelectual e físico das crianças, câncer etc.
Os
alimentos que mais contêm agrotóxicos geralmente possuem um ciclo de maturação
mais longo, sendo eles: pimentão, cenoura, morango, pepino, abacaxi, uva, mamão,
tomate, feijão e maçã, enfim são alimentos consumidos constantemente pela
população brasileira, ocasionando portanto, nos altos níveis de ingestão de
agrotóxicos.
Para evitar ou diminuir a ingestão de agrotóxicos são
necessárias medidas alimentares e higiênicas a fim de evitar os problemas
decorrentes a ingestão crônica dos compostos, como: dar preferências a frutas e
verduras da época, pois a quantidade de agrotóxicos são menores, ingerir e/ou
cultivar produtos orgânicos.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
NUTRACÊUTICOS
O termo nutracêutico
define uma ampla variedade de alimentos e componentes alimentícios com apelo
médico ou de saúde. Sua ação varia do suprimento de minerais e vitaminas
essenciais até a proteção contra várias doenças infecciosas (HUNGENHOLTZ &
SMID, 2002).
O nutracêutico é um
alimento ou parte de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde,
incluindo a prevenção e/ou tratamento da doença. Tais produtos podem abranger
desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e
dietas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos
processados tais como cereais, sopas e bebidas (KWAK & JUKES, 2001a; ROBERFROID,
2002; HUNGENHOLTZ, 2002; ANDLAUER & FÜRST, 2002). Vários nutracêuticos
podem ser produzidos através de métodos fermentativos com o uso de
microrganismos considerados como GRAS (Generally Recognized as Safe). Os
nutracêuticos podem ser classificados como fibras dietéticas, ácidos graxos poliinsaturados,
proteínas, peptídios, aminoácidos ou cetoácidos, minerais, vitaminas
antioxidantes e outros antioxidantes (glutationa, selênio) (ANDLAUER &
FÜRST, 2002).
Os alimentos
funcionais e os nutracêuticos comumente têm sido considerados sinônimos, porém,
o alvo dos nutracêuticos é significativamente diferente dos alimentos
funcionais, por várias razões:
a) enquanto que a
prevenção e o tratamento de doenças (apelo médico) são relevantes aos
nutracêuticos, apenas a redução do risco da doença, e não a prevenção e
tratamento da doença estão envolvidos com os alimentos funcionais;
b) enquanto que os
nutracêuticos incluem suplementos dietéticos e outros tipos de alimentos, os
alimentos funcionais devem estar na forma de um alimento comum (KWAK &
JUKES, 2001b).
Kruger & Mann
(2003) definem os ingredientes funcionais como um grupo de compostos que
apresentam benefícios à saúde, tais como as alicinas presentes no alho, os
carotenóides e flavonóides encontrados em frutas e vegetais, os glucosinolatos
encontrados nos vegetais crucíferos os ácidos graxos poliinsaturados presentes
em óleos vegetais e óleo de peixe. Estes ingredientes podem ser consumidos
juntamente com os alimentos dos quais são provenientes, sendo estes alimentos
considerados alimentos funcionais, ou individualmente, como nutracêuticos.
Devem ter adequado perfil de segurança, demonstrando a segurança para o consumo
humano. Não devem apresentam risco de toxicidade ou efeitos adversos de drogas
medicinais (BAGCHI, et al., 2004).
MORAES, F. P.; COLLA, L. M. Alimentos
Funcionais e Nutracêuticos: Definições, Legislação e Benefícios à Saúde.
Revista Eletrônica de Farmácia. Vol 3(2), 109-122, 2006.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Doenças transmitidas por alimentos: VIAJANTES / TURISTAS
Doenças transmitidas por alimentos, mais
comumente conhecidas como DTA, são causadas pela ingestão de alimentos ou
bebidas contaminados. Existem mais de 250 tipos de DTA e a maioria são infecções
causadas por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas.
Outras doenças são envenenamentos causados por
toxinas naturais (ex. cogumelos venenosos, toxinas de algas e peixes) ou por
produtos químicos prejudiciais que contaminaram o alimento (ex. chumbo,
agrotóxicos).
Surto de DTA é o episódio em que duas ou mais
pessoas apresentam doença semelhante após ingerirem alimentos e/ou água da
mesma origem. Para doenças raras, apenas um caso já é considerado como surto.
As DTA são uma importante causa de morbidade e
mortalidade em todo o mundo. Em muitos países, durante as últimas duas décadas,
tem emergido como um crescente problema econômico e de saúde pública. Numerosos
surtos de DTA atraem atenção da mídia e aumento do interesse dos consumidores.
Espera-se que o problema aumente no século 21,
especialmente com as várias mudanças globais que influenciam a segurança
alimentar internacional: crescimento da população, facilidade de deslocamento,
exportação de alimentos, rações animais, condições sócio, econômicas e
sanitárias das comunidades.
Distribuição no Brasil e no mundo
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que,
a cada ano, mais de dois milhões de pessoas morram por doenças diarreicas,
muitas das quais adquiriram ao ingerir alimentos contaminados.
Estima-se que as DTA causem, anualmente, nos
Estados Unidos (EUA), aproximadamente 76 milhões de casos, 325.000
hospitalizações e 5 mil mortes.
No Brasil, faz-se a vigilância epidemiológica de
surtos de DTA e não de casos individuais, com exceção da cólera, febre tifoide
e botulismo. Essa vigilância (VE-DTA) teve início em 1999 e há registro médio
de 665 surtos por ano, com 13 mil doentes.
Dicas para viajantes/turistas
De acordo com estimativa da Embratur, a Copa do
Mundo deverá gerar um fluxo de 3,6 milhões de turistas, número equivalente à
metade do total de visitantes nacionais e estrangeiros que deverão circular
pelo país em 2014, segundo estimativas do Ministério do Turismo.
Uma das maiores preocupações que afeta o
turismo está relacionada com a inocuidade dos alimentos.
A expansão das atividades turísticas em lugares
não tradicionais leva à instalação de estabelecimentos produtores de alimentos
não permanentes e às vezes precários, com a venda de produtos denominados
artesanais ou da fazenda que não são inspecionados pela vigilância sanitária.
A qualidade dos alimentos e água, os hábitos
alimentares, a seleção dos locais onde são consumidos, os procedimentos de
manipulação e conservação e a própria higiene pessoal são fatores de risco de
importância para a ocorrência de doenças transmitidas por alimentos.
Entre
várias infecções e intoxicações, é comum que os turistas tenham diarreia,
conhecida como “diarreia dos viajantes”, e a mesma é consequência da ingestão
de alimentos ou bebidas em más condições sanitárias.
Sugestões aos turistas
As recomendações que seguem são de aplicação
geral, tanto para os alimentos comprados de vendedores de rua em postos fixos
ou ambulantes, como também para os hotéis ou restaurantes bem conceituados:
• Lave as mãos regularmente:
- antes, durante e após a preparação dos
alimentos;
- ao manusear objetos sujos;
- depois de tocar em animais;
- depois de ir ao banheiro ou após a troca de
fraldas;
- antes da amamentação;
- entre outras situações.
• Assegure-se que o alimento servido esteja bem
cozido e quente (acima de 60ºC);
• Selecione alimentos frescos com boa aparência,
e antes do consumo os mesmos devem ser lavados e desinfetados;
• Não coma alimentos crus, com exceção das frutas
e verduras que podem ser descascadas, cujas cascas estejam íntegras;
• Para desinfecção, os alimentos crus como
frutas, legumes e verduras devem ser mergulhados durante 30 minutos em uma
solução preparada com 1 colher de sopa (10mL) de hipoclorito de sódio a 2,5%
para cada litro de água tratada;
• Lave e desinfete todas as superfícies,
utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos;
• Alimentos prontos que serão consumidos
posteriormente devem ser armazenados sob refrigeração (abaixo de 5°C) e
aquecidos no momento do consumo (centro do produto 70°C);
• Não coma alimentos que tenham estado em
temperatura ambiente por mais de duas horas, isso representa um dos maiores
riscos de ter uma DTA;
• Reaquecer bem os alimentos que tenham sido
congelados ou refrigerados antes de consumi-los;
• Compre alimentos seguros verificando prazo de
validade, acondicionamento e suas condições físicas (aparência, consistência,
odor). Não compre alimentos sem etiqueta que identifique o produtor;
• Os pescados e mariscos de certas espécies, e em
alguns países em particular, podem estar contaminados com toxinas que
permanecem ativas, apesar de uma boa cocção. Solicite orientação aos moradores
do lugar;
• Consumir leite pasteurizado, esterilizado (UHT)
ou fervido. Não beba leite crus nem cosuma queijo, manteiga ou iogurte obtidos
a partir do leite cru;
• Sorvetes de procedência duvidosa são de risco.
Evite-os!
• Evite preparações culinárias que contém ovos
crus (Ex. gemada, ovo frito mole, maionese caseira);
• Evitar o consumo de alimentos crus, mal cozidos/assados
(saladas, carnes, dentre outros);
• Evitar o contato entre alimentos crus e
cozidos;
•Evitar comidas vendidas por ambulantes;
• Manter os alimentos fora do alcance de insetos,
roedores e outros animais;
• Não tomar banho/nadar em rios, lagos, piscinas
com água contaminada; evitar praias poluídas;
• Beber água e/ou gelo apenas de procedência
conhecida;
• Quando estiver em dúvida quanto ao tratamento
adequado (potável) da água de beber, ferva ou trate a água com produtos
específicos para desinfecção da água;
• A água também pode ser tratada com solução de
hipoclorito de sódio a 2,5%. Coloque 2 gotas em 1 litro de água e aguarde por
30 minutos antes de consumir.
Fonte
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Alimentos Funcionais
O
conceito de nutrição está evoluindo, a dieta hoje não deve apenas ser entendida como
suficiente, no sentido de evitar déficits de nutrientes, mas também deve ser
vista como uma nutrição ótima que objetiva a qualidade de vida. A alimentação
ganha um enfoque terapêutico e preventivo e atua na promoção da saúde (ANGELIS,
2001; SILVEIRA-RODRIGUEZ et al.,2003).
Pensando
pelo lado de que o alimento não só tem a função de nutrir como também de
fornecer outros benefícios ao indivíduo, temos o conceito de alimentos
funcionais, que surgiu no Japão durante a década 1980.
Segundo
a portaria nº 398 da Secretaria de
Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde brasileiro de 1999, a definição
para alimento funcional é: “todo aquele alimento ou ingrediente que, além das
funções nutricionais básicas, quando consumido na dieta usual, produz efeitos
metabólicos e/ou fisiológicos benéficos à saúde, devendo ser seguro para o
consumo, sem supervisão médica” (PIMENTEL et al., 2005)..
Os
alimentos funcionais possuem compostos bioativos, denominados de fitoquímicos, capazes
de atuar como moduladores dos processos metabólicos, prevenindo o surgimento precoce
de doenças degenerativas. A produção destes compostos esta diretamente ligada ao
ambiente onde a planta se desenvolve, sendo que as plantas
cultivadas naturalmente apresentam uma maior probabilidade de conter
esses fitoquímicos.
Exemplos
de alguns fitoquímicos:
1. Ácidos alfa-linoleicos:
São
considerados estimulantes do sistema imunológico e responsáveis por ajudar no
controle de infecções. Alimentos que os contêm: nozes, amêndoas e os óleos de
soja e linhaça.
2. Beta-glucanos:
Protetores
contra doenças cardiovasculares. São encontrados em aveia, cevada, linhaça e
milho.
3. Carotenoides:
Como
precursores da vitamina A ajudam a manter saudável a função visual. Têm ação
antioxidante e anticarcinogênica além de evitar infartos e derrames cerebrais,
pois previnem a formação de coágulos sanguíneos.Encontrados em cenoura, manga,
pitanga, abóbora, mamão, tomate, couve, agrião, espinafre e almeirão.
4. Fenóis e polifenóis:
Os
compostos fenólicos existentes nos alimentos abrangem os ácidos fenólicos,
cumarinas, flavonoides e taninos. Têm ação antioxidante,antialérgica,
anti-inflamatória e anticarcinogênica. Alimentos funcionais em que são
encontrados: uva, amora-preta, pêssego, mirtilo, pitanga, cereja, berinjela e
chá verde.
5. Fibras vegetais ou dietéticas:
São
o citoesqueleto dos vegetais. Substâncias consideradas indisponíveis como fonte
de energia, pois não sofrem hidrólise pelas enzimas do intestino humano, mas
podem ser fermentadas por algumas bactérias. São classificadas como solúveis e
insolúveis.
6. Fitosteróis:
São
componentes naturais dos óleos vegetais comestíveis e também são chamados de
esteróis vegetais. Auxiliam na prevenção de doenças cardíacas e reduzem os
níveis de colesterol se consumidos regularmente, pois inibem a absorção da
fração LDL a partir do intestino delgado. Alimentos funcionais que os contêm:
verduras, frutas e legumes.
8. Tocoferóis:
Função
anticarcinogênica e antioxidante. Mais conhecido como vitamina E,são
encontrados no germe de trigo, semente de girassol, caroço algodão, óleo de
dendê, amendoim, milho e soja.
9. Probióticos:
São
alimentos que se caracterizam por conter microrganismos vivos atuando de forma
benéfica no organismo hospedeiro e promovendo o balanço de sua microbiota
intestinal.
10. Prebióticos:
São
ingredientes alimentares não digeríveis, com ação benéfica no organismo usuário
estimulando o crescimento e a atividade das bactérias presentes no cólon.
Somente os oligossacarídeos e os fruto oligossacarídeos atendem a esses
critérios.
REFERÊNCIAS
Vizzotto,
Márcia Alimentos funcionais: conceitos
básicos/ Márcia Vizzotto, Ana Cristina Krolow e Fernanda Cardoso Teixeira.
– Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2010.20 p. – (Embrapa Clima Temperado.
Documentos, 312). Disponível em:
<http://www.cpact.embrapa.br/publicacoes/documentos/documento-312.pdf>Acesso em 02 de Maio de 2014
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