quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Controle e qualidade d’água

A água é uma riqueza inestimável que temos em nosso planeta, ela está diretamente ligada a nossa vida, em sua manutenção e em sua qualidade, sendo essencial também para a indústria. Na indústria a água pode ser utilizada como um elemento na produção, como um meio de inserção de elementos a fórmulas, sendo essencial também como responsável pela limpeza e sanitização. Tendo isso em vista há normas de inspeção que visam garantir sua qualidade e regular seu uso garantindo disponibilidade para todos, devendo assim seguir particularidades físico-químicas e microbiológicas segundo as normas do Ministério da Saúde.

A contaminação da água por agentes biológicos, químicos e físicos têm potencial para  serem danosos ou lesivos a todos os seres vivos. Sendo um assunto de extrema importância, pois o maior volume de água encontrado na Terra não pode ser utilizado para os encargos anteriormente citados, restando assim somente 0,3% de água potável para ser utilizada. Ocasionando assim grandes questionamentos no que se refere a qualidade da mesma devido às ações do homem que poluem fontes importantes como lençóis freáticos, rios e lagos.

Fonte: KASVI


O controle de qualidade da água é importante e essencial para evitar a utilização de fontes contaminadas, sendo necessária a análise para identificar um possível contaminante visando sempre manter a qualidade e uma boa higiene e saúde. No Brasil as normas seguidas para tal análise são as referidas a Portaria 1.469 do Ministério da Saúde, tendo como principais pontos analisados na indústria a acidez, a dureza, o pH, alcalinidade e o cloro residual, devendo se levar em conta a coloração, turbidez, alcalinidade e acidez para manter a qualidade da mesma. Quando usada de fontes seguras e de maneira correta conseguem oferecer várias vantagens tanto para os consumidores como para a indústria, como por exemplo, maior durabilidade dos produtos, melhor qualidade de vida aos consumidores e um maior rendimento na produção dos alimentos.

Ademais a contaminação a utilização da água imprópria pode acarretar em diversas doenças causadas por alimentos contaminados, sendo provocado por bactérias, vírus, fungos, parasitas, substâncias tóxicas, agentes químicos. A maior parte dos surtos e casos são ocasionados por bactérias sendo assim é considerado um dos grupos mais importantes para a saúde pública.

Tendo em vista o atual cenário de seca no país, ou seja, a redução do armazenamento de água se apresenta em um estado crítico atualmente causando grandes repercussões como falta de energia elétrica, período sem abastecimento de água nas casas e estabelecimentos e etc. Esses problemas também possuem um grande impacto na qualidade e controle da água, gerando grande risco a saúde pública  pois, com a falta de água pessoas menos informadas tendem a recorrer a  fontes de providência duvidosa para ter água para realizar a higienização dos alimentos, para beber e para diversos fins e como a mesma são provenientes de lugares sem boa procedência muita vezes estará contamina o que acarretará em sérios problemas para a saúde das pessoas que utilizam da mesma.

Fonte: Blog SP Labor 


Concluímos assim que o controle e qualidade da água é de extrema importância  para evitar a utilização de fontes contaminadas, prevenindo assim a infecção de alimentos e pessoas e garantindo a promoção de bons produtos e da boa saúde. 

 

 Referências:

https://www.extraclasse.org.br/ambiente/2020/04/de-contaminacao-da-agua-consumida/

https://www.tuasaude.com/consequencias-de-beber-agua-contaminada/

https://www.ecycle.com.br/poluicao-da-agua/

https://gtechsolucoes.com.br/como-acontece-a-contaminacao-da-agua/

http://www.ra-bugio.org.br/projetosrealizados.php?id=36&gclid=Cj0KCQjwkIGKBhCxARIsAINMioK0WWaX6k6SZcIcheNJxtvUpW_n7B0BA2dR9KXBC76qgYRcRb1QBbgaAvrREALw_wcB

https://afrebras.org.br/noticias/importancia-da-qualidade-da-agua-na-producao-de-alimentos-e-bebidas/

http://blog.instrusul.com.br/como-funciona-o-controle-de-qualidade-da-agua-em-industrias-de-alimentos/

https://consultoradealimentos.com.br/boas-praticas/qualidade-agua-industria-alimentos/

https://baktron.com.br/a-qualidade-da-agua-na-producao-de-alimentos/#:~:text=A%20%C3%A1gua%20%C3%A9%20fundamental%20para%20a%20ind%C3%BAstria%20de%20alimentos.&text=Segundo%20o%20Minist%C3%A9rio%20da%20Sa%C3%BAde,padr%C3%B5es%20f%C3%ADsico%2Dqu%C3%ADmicos%20e%20microbiol%C3%B3gicos.


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Pesquisa realizada em Minas avalia o potencial da serralha no tratamento do vitiligo

Muito comum em áreas rurais aqui de Minas, a serralha pode ser consumida na forma de chás, sopas e salada, mas recentemente uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Lavras, mostrou que a serralha também pode ajudar no tratamento do vitiligo.

O que é o Vitiligo?

O vitiligo é uma doença não contagiosa caracterizada pela perda de coloração da pele. As lesões tem origem quando a diminuição ou ausência dos melanócitos, que são as células responsáveis pela produção da melanina, o pigmento responsável por dar cor a pele.

As causas das doenças não são muito conhecidas ainda, porém acredita-se que traumas e fatores emocionais podem ter ligação com o seu surgimento.

O paciente portador de vitiligo apresenta como sintoma a aparecimento de lesões cutâneas de hipopigmêntação, com manchas brancas de tamanho variável na pele. O vitiligo não é contagioso e não apresenta prejuízos a saúde física do paciente apesar de alguns pacientes relatarem uma maior sensibilidade nas áreas afetadas.

A principal preocupação dos especialistas em relação ao vitiligo é a saúde emocional e qualidade de vida do paciente, uma vez que a doença exerce forte impacto na autoestima do portador, sendo em alguns casos recomendado até mesmo o acompanhamento psicológico.

Serralha no tratamento do vitiligo.


A Serralha (Sonchus Oleraceus), também conhecida como cerraia, é popularmente consumida na forma de sopa e saladas pode ter potencial uso no tratamento do vitiligo, uma vez que a presença do aminoácido fenilalanina na planta apresenta potencial para repigmentação da pele.

Um estudo realizado na Universidade Federal de Lavras está avaliando a possibilidade da utilização do extrato de serralha no tratamento do vitiligo.

Para a avaliação da capacidade antioxidante do extrato de serralha, os estudos são realizados em peixes zebrafish, popularmente conhecidos como paulistinha ou peixe-zebra, essa espécie de peixe apresenta cerca de 70% dos genes semelhantes aos genes humanos, o que é um número muito maior quando comparado aos camundongos, que são popularmente utilizados em pesquisas.

Durante os experimentos, extratos de serralha em diferentes concentrações foram aplicados nos aquários. Os primeiros resultados mostraram que os extratos causaram toxicidade aos embriões, porém estimularam a capacidade de pigmentação nos mesmos. Os próximos passos são estudar o que acontecem em relação aos genes do peixe.

 

Referências Bibliográficas:

https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/pesquisa-mineira-avalia-potencial-da-serralha-no-tratamento-contra-vitiligo-1.846117

https://bvsms.saude.gov.br/vitiligo/#:~:text=O%20vitiligo%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a,%C3%A0%20pele)%20nos%20locais%20afetados.

http://www.stip.org.br/situacoes-de-risco-no-trabalho-podem-dar-origem-a-vitiligo/

https://unebrasil.org/2020/12/06/os-beneficios-da-serralha-planta-medicinal-rica-em-vitaminas/


Vaca louca: o que é, e por que novos casos no Brasil são menos graves que epidemia letal dos anos 1990?

 O governo brasileiro confirmou neste sábado, 4 de Setembro, a ocorrência de dois casos atípicos do “mal da vaca louca” em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte (MG).  Estes são o quarto e o quinto casos atípicos registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença, segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As amostras dos animais foram enviadas a um laboratório da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, em inglês), no Canadá, para análise detalhada.

Mas o que é a doença da vaca louca?

A encefalopatia espongiforme bovina (EEB) — nome oficial do mal da vaca louca — é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso do gado. É conhecida popularmente como doença da vaca louca porque os sintomas incluem agressividade e falta de coordenação. A doença também é conhecida como BSE, por causa do seu nome em inglês (bovine spongiform encephalopathy). Ela é causada por um tipo de proteína chamada príon e normalmente é fatal para os animais.


Fonte: Google Imagens

A versão humana da doença mais comum hoje em dia é conhecida como Nova Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD) e também é letal. Ela está ligada ao consumo de carne contaminada. A doença ataca o cérebro progressivamente, mas pode ficar dormente por décadas.

Desde 1995, quando foi identificada, a vJCD já matou 178 pessoas. Entre os principais sintomas da vaca louca estão:

·       Nervosismo

·       Apreensão

·       Medo

·       Ranger dos dentes

·       Hipersensibilidade ao som, toque, luz

·       Ataxia

Qual é a causa da doença?

É provocada pela forma infectante de uma proteína (príon) presente nos restos mortais de bovinos e bubalinos que manifestaram a doença. O consumo de alimentos contaminados pelo príon é a principal via de transmissão. Animais sadios podem contrair a doença pela ingestão de alimentos que contêm farinhas de ossos, carnes e carcaças de animais infectados. Por isso, é proibida a alimentação de bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos com produtos de origem animal.

Fonte: CNN Brasil

O sistema brasileiro de criação de bovinos, principalmente para engorda, é quase que inteiramente a pasto e a suplementação alimentar usada é à base de proteína vegetal, como soja, milho e caroço de algodão.  Desde o aparecimento da doença na Europa, o serviço oficial de defesa sanitária animal do Brasil adotou medidas para evitar a introdução da doença no país, como a proibição de importação de animais e seus produtos vindos de países com registro da doença.  O país também proibiu, em 1996, o uso de proteína animal na alimentação de ruminantes – exceto leite e derivados.  Além disso, em 2019 o Mapa criou um comitê para revisar as normas para vigilância, controle, erradicação, certificação e emergência sanitária do mal da vaca louca.

Mas por que novos casos no Brasil são menos graves que epidemia letal dos anos 1990?

A notícia de que o Brasil suspendeu por tempo indeterminado as exportações de carne bovina para a China no fim de semana devido a identificação de dois casos de vaca louca provocou preocupações em alguns consumidores e gerou incertezas sobre o preço do produto.

O ministério da Agricultura rapidamente emitiu uma nota dizendo que os casos identificados em frigoríficos de Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte (MT) não representam risco para saúde humana ou animal. O frigorífico de Belo Horizonte foi interditado, segundo o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Segundo a nota, casos atípicos como esse não são considerados graves e o Brasil continua sendo um país de "risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos".

A suspensão das exportações para a China se deu por conta do estrito protocolo sanitário em vigor entre os dois países — e o governo brasileiro espera que nos próximos dias a exportação já possa ser normalizada.

Para muitas pessoas, a doença da vaca louca traz memórias assustadoras dos anos 1980 e 1990, quando um surto no Reino Unido levou ao abatimento de quatro milhões de cabeças de gado e a dezenas de mortes de pessoas que haviam ingerido carne contaminada — com boicotes e prejuízos bilionários aos produtores britânicos.

Então como esses casos no Brasil são diferentes do que aconteceu no Reino Unido? Isso acontece porque a variante da doença identificada no Brasil é considerada menos perigosa do que aquela que se alastrou há 30 anos. Ainda assim, a variante é monitorada de perto pela indústria e por autoridades sanitárias.

Por que o caso no Brasil seria menos grave?

Isso acontece porque a variante da doença identificada no Brasil não representa um risco à saúde pública, segundo autoridades sanitárias.

A doença da vaca louca pode se manifestar de duas formas — a variante clássica e a atípica.

A clássica ocorre em bovinos após a ingestão de ração contaminada com príons, enquanto a atípica pode aparecer espontaneamente em todas as populações de gado. Acredita-se que isso poderia ter acontecido agora em Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte (MT) — como também aconteceu em junho de 2019 em outra cidade no Mato Grosso.

A forma clássica da doença é a mais preocupante e foi detectada pela primeira vez em 1986. No Brasil, ela nunca foi detectada. Foi essa variante que causou o pânico e as mortes dos anos 1990. Ela se espalha rapidamente entre os animais através da ingestão de ração contaminada com príons.

Não existe cura para a doença de Creutzfeldt-Jakob — que é fatal — e o único tratamento é ajudar o paciente a conviver com os distúrbios provocados. Por isso, a principal medida de prevenção da doença é usar protocolos sanitários rígidos que impeçam o consumo de qualquer carne contaminada.

Embora não haja provas de que a vaca louca atípica seja transmissível, essa hipótese também não foi descartada. Por isso, como medida de precaução, autoridades de saúde fazem de tudo para impedir que essa variante seja introduzida na cadeia alimentar animal.

O que aconteceu na epidemia de vaca louca dos anos 1980 e 1990?

A epidemia de doença da vaca louca começou no Reino Unido nos anos 1980. Isso levou à proibição do uso de miúdos bovinos para consumo humano em 1989. Muitas pessoas temiam ser contaminadas ao consumir, principalmente, produtos com carne processada.

No ano seguinte, o ministro da agricultura, John Gummer, disse que a carne de vaca era "completamente" segura. Para "provar", ele convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na qual comeu um hambúrguer. No mesmo evento, ele tentou convencer sua filha de 4 anos de idade a comer também — ela não quis. Isso foi antes de a ciência confirmar o risco da doença para humanos.



John Gummer e sua filha Cordelia em 1990. Fonte: BBC Brasil

A epidemia atingiu um pico entre 1992 e 1993, quando foram confirmados quase 100 mil casos. No total, estima-se que 180 mil cabeças de gado tenham sido afetadas.

O surto aconteceu porque os animais costumavam ser alimentados com ração feita com restos de carne, miúdos e medula óssea, que muitas vezes estavam contaminados com os príons.

Para tentar conter a doença, mais de 4,4 milhões de animais foram sacrificados. Hoje, cérebro e medula espinhal são descartados e não voltam para a cadeia de alimentação.

Também há um processo de monitoramento mais rigoroso. O Reino Unido introduziu controles mais rígidos para proteger a população. Passou a ser ilegal vender determinados cortes de carne, incluindo a venda de carne com osso - isso foi introduzido em 1997 e removido um ano depois. Outra medida foi importar plasma para tratar pessoas nascidas após janeiro de 1996 em caso de exposição à doença. Muitos países pararam de importar carne do Reino Unido - a China só acabou com sua restrição em 2018.

 

Fonte:

Por: BBC NEWS, Brasil. Vaca louca: por que novos casos no Brasil são menos graves que epidemia letal dos anos 1990. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-58466749> Acesso em 06 de Setembro de 2021.

CNN Brasil. Entenda o que é o ‘mal da vaca louca’, identificado em bovinos de MG e MT. Disponível em: < https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/entenda-o-que-e-o-mal-da-vaca-louca-identificado-em-bovinos-de-mg-e-mt/> Acesso em 06 de Setembro de 2021.



sábado, 4 de setembro de 2021

Estudo sugere a ligação entre microbiota intestinal e retardo do envelhecimento

 


Os primeiros estudos relacionando alimentos fermentados consumidos surgiram no ano de 1895 por meio do cientista russo Elie Metchnikoff, na época não foi acreditado nem tão pouco bem-visto, agora muitos anos mais tarde cientistas reconhecem a importância da microbiota interna na regulação de doenças, até mesmo relacionam a ação de tais microrganismos com o retardo do envelhecimento como vem sendo estudado pelos pesquisadores da University College Cork, na Irlanda. 

Mas o que seria esta microbiota em si? Contextualizando de maneira breve a microbiota interna consiste na população de microrganismos (bactérias, vírus e fungos) que habitam de maneira benéfica nosso organismo, essa população é tão rica e tão diversa que se estima que haja mais destes microrganismos que células propriamente ditas em nosso corpo, e eles atuam diariamente mantendo a integridade das mucosas, aumentando a imunidade, e por vezes dificultam a ação e reprodução de possíveis agentes causadores de doenças, esses microrganismos por seus efeitos são também chamados de probióticos. 

E segundo o estudo da universidade irlandesa, afirma-se que o processo de envelhecimento, especialmente em mamíferos acaba por acarretar alterações nesta microbiota relacionando-se aos problemas de saúde e fragilidade nas populações idosas, o que é uma grande novidade é a relação dos probióticos com a saúde do cérebro e especialmente nos processos de envelhecimento 

Como vem sendo verificado na hipótese, os cientistas irlandeses retiraram bactérias do intestino de camundongos jovens e implementaram em camundongos idosos a fim de observar as alterações neurológicas dos mesmos. E posteriormente ao se utilizar de um labirinto, os que haviam passado pelo transplante de bactérias fecais possibilitou que os camundongos mais velhos encontrassem a plataforma oculta de modo mais veloz 

De modo geral, os pesquisadores verificaram que os produtos químicos na região do cérebro envolvida no aprendizado e memória eram mais parecidos com os de camundongos jovens após a realização do transplante de microbiota, o que se justifica pelas bactérias fecais atuaram atingindo as micróglias, células neurais que influenciam na evolução de doenças degenerativas, concluindo consequentemente que por meio da ação dos lactobacilos vivos, efeitos de envelhecimento como aprendizado, memória e deficiências imunológicas podem ser recuperados. 

Referência: 

Efeitos do envelhecimento podem ser revertidos por bactérias do intestino, disponível em:< https://olhardigital.com.br/2021/08/10/medicina-e-saude/efeitos-do-envelhecimento-podem-ser-revertidos-por-bacterias-do-intestino/ > 

   

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Doença da urina preta: surto no Amazonas

Como já relatado em nosso blog, a doença da urina preta vem despertando atenção da ciência e de profissionais da saúde. Recentemente um novo possível surto está sendo registrado no Amazonas.



A síndrome de Haff, ou doença da urina preta, é causada por uma toxina capaz de levar o músculo à necrose com a ruptura das células musculares, originando uma urina escura semelhante à cor de um café. Normalmente, ocorre após ingestão de pescado contaminado. Segundo o infectologista Max Igor Banks Ferreira Lopes, coordenador do Ambulatório de Doenças Infecciosas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a doença nada mais é do que uma inflamação com fortes dores abdominais.

A 176 quilômetros de Manaus, a cidade de Itacoatiara chamou a atenção das autoridades sanitárias do Amazonas nos últimos dias. Desde 22 de agosto, dezenas de moradores do local apresentam um quadro chamado rabdomiólise, marcado pela destruição das fibras que compõem os músculos do corpo.


No mesmo período, indivíduos de outros cinco municípios do Amazonas (Silves, Manaus, Parintins, Caapiranga e Autazes) também foram diagnosticados com a mesma condição.

Todos os 44 casos registrados até o momento estão sendo investigados, mas a principal suspeita é que esses indivíduos tenham sido acometidos pela doença de Haff, conhecida popularmente como "doença da urina preta".

 

É uma doença que já tem um tempo, ela foi descoberta em 1924, na Europa, e, na verdade, é uma síndrome que junta alguns sintomas, e observaram que ela está associada às pessoas terem se alimentado com peixe ou frutos do mar num período de 24 horas antes dos sintomas”, afirma o infectologista. De acordo com o especialista, “é uma doença rara, que nada mais é do que uma intoxicação alimentar por uma toxina que não é eliminada pelo calor, então, o peixe cozido pode transmitir a doença: é rara, não é frequente e não se tem ainda essa toxina identificada”, diz Igor Lopes.

Como a eliminação dessa toxina é feita pelos rins, muitas pessoas acabam tendo até insuficiência renal, por isso o especialista reforça a importância de se procurar um atendimento médico o quanto antes, para que a toxina possa ser eliminada o mais rapidamente possível e cause menos danos aos rins. Qualquer pessoa pode ser contaminada pela doença do “xixi preto” e não tem como ser evitada.

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café, pois o rim tenta limpar as impurezas, o que causa uma lesão na musculatura. A doença causa muitas dores musculares, lembrando a dengue, porém sem febre.

 

De acordo com um artigo escrito em 2013 por especialistas do Hospital São Lucas Copacabana, no Rio de Janeiro, o nome da moléstia tem a ver com a sua origem.

 

Os primeiros relatos sobre ela são de 1924 e vêm da região litorânea Könisberg Haff, que fica próxima do Mar Báltico. Atualmente, esse local integra a cidade de Kaliningrado, que pertence à Rússia e faz fronteira com Lituânia e Polônia.

À época, os médicos que trabalhavam no local descreveram um quadro de início súbito, com "rigidez muscular, frequentemente acompanhada de urina escura".

Após a publicação dos primeiros relatos, foram registrados novos casos no local durante os nove anos seguintes. Eles ocorriam principalmente entre o verão e o outono e tinham um fator em comum: o consumo de pescados.

 

Fonte:

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2021/08/31/doenca-da-urina-preta-o-que-se-sabe-sobre-possivel-surto-no-amazonas.ghtml

https://bvsms.saude.gov.br/doenca-da-urina-preta-doenca-de-haff/

https://jornal.usp.br/atualidades/sindrome-de-haff-ou-doenca-da-urina-preta-conheca-e-saiba-como-agir/

 

domingo, 22 de agosto de 2021

Agosto Dourado 2021 - Semana Mundial de Aleitamento Materno

 

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No mês de agosto é celebrada a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), uma campanha de incentivo às políticas e ações acerca da conscientização da importância do aleitamento materno, elemento imprescindível para o desenvolvimento saudável das crianças de zero a dois anos de idade, sendo recomendado pela OMS como o único e exclusivo alimento a ser dado nos primeiro seis meses de vida e como complemento até os dois anos de idade

Teve seu início em 1990, após um encontro da OMS (Organização Mundial da Saúde) com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que ficou conhecido como "Breastfeeding in the 1990s: A Global Initiative" deste encontro, foi produzida a Declaração de Innocenti, que colocou em pauta a importância de garantir o aleitamento materno de forma adequada e segura.

Em 1991 foi fundada a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA), que desde então é responsável pela decisão sobre o tema que será tratado no ano em questão bem como da formulação e distribuição do material distribuído em 14 idiomas. O tema do ano de 2021 foi “Proteger a amamentação: Uma responsabilidade de todos”, visando analisar as políticas de promoção e proteção do direito ao aleitamento materno, bem como propor soluções para implementar melhorias a nível de sistema de saúde, local de trabalho e comunidade.

Neste ano também foi dado um enfoque acerca da implementação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos de Leite Materno, que visa regular a forma como se dão as campanhas de marketing desses produtos, para que não seja vendida a ideia errônea de que o leite materno pode ser dispensável para o desenvolvimento infantil.

No Brasil, a campanha foi instituída pela LEI Nº 13.435, DE 12 DE ABRIL DE 2017 como mês do Aleitamento Materno e juntamente com  o DECRETO-LEI Nº 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943 que aprova a Consolidação das Leis do Trabalho, art. 389, parágrafo primeiro, que estabelece a instalação de local apropriado para guardar as crianças, filhas das empregadas no período de amamentação, sob vigilância e assistência. Além disso, o art. 396, também da Consolidação das Leis do Trabalho, prevê o direito a duas pausas de trinta minutos, durante a jornada de trabalho para mães amamentarem seus filhos de até seis meses.

Aliado a tais mecanismos legais, a portaria MS nº 321/1988 estabelece os padrões mínimos para construção e instalação de creches, prevendo juntamente ao projeto, uma sala de amamentação, que por sua vez é definida como “Elemento destinado a recepção de mães que necessitam amamentar os filhos que se encontram sob a proteção e cuidados da creche, ” 

Além de promover a discussão acerca dos direitos trabalhistas das mulheres na fase de amamentação, promove também a causa da doação de leite materno, tratando diretamente da questão dos bancos de leite, que são de suma importância para as mães que por algum motivo não conseguem ou não podem amamentar seus filhos, bem como auxiliar na amamentação em casos nos quais a mãe vem a óbito e a criança fica aos cuidados do pai ou outro guardião.

Para ser uma doadora, é necessário que a lactante esteja saudável, produzindo leite em quantidades superiores à exigência da criança e que tenham a livre e espontânea vontade de serem doadoras. Também são consideradas doadoras as mães que estejam impedidas de amamentar seus filhos diretamente no peito, mas que se encontram aptas para tal.

Nos hospitais especializados em atenção materna e/ou infantil, existem os bancos de leite humano (BLH), que são responsáveis por coletar, selecionar, classificar, processar, realizar o controle de qualidade e distribuir o leite materno para aqueles que necessitarem.  Já os denominados postos de coleta de leite humano (PCLH) são pontos, fixos ou móveis vinculados com os BLH, as funções que competem a este são: promover e assegurar o aleitamento materno, bem como coletar e armazenar o leite para que seja destinado aos bancos posteriormente, da forma mais segura possível. 

Durante o período de pandemia da SARS-Cov-2, observou-se um aumento do aleitamento, uma vez que, pelo fato de muitas mães terem migrado para o formato de trabalho remoto, tornou-se possível um contato mais próximo e frequente entre as mães e as crianças, o que é um ponto positivo para a melhoria do desenvolvimento infantil. No entanto, ao mesmo tempo, é provável que muitas mães se separaram de seus filhos por conta dos riscos de transmissão das mães para os filhos, o que representa prejuízo ao aleitamento materno.


Referências

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13435.htm

https://rblh.fiocruz.br/semana-mundial-de-aleitamento-materno-agosto-dourado-2021

https://sp.unifesp.br/epm/pediatria/noticias/agosto-dourado-mes-do-aleitamento-materno

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/declaracao_innocenti.pdf

https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10722348/artigo-389-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943

https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10721005/artigo-396-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943


domingo, 15 de agosto de 2021

Estudo sugere que carne orgânica possui menor risco de contaminação por bactérias resistentes

Durante a criação bovina, os animais podem ser expostos a bactérias patogênicas, e por vezes infectados por elas. Os antibióticos podem ser necessários para o controle das infecções, porém seu uso excessivo pode ocasionar a resistência das bactérias a sua ação, as denominadas bactérias multirresistentes.

FONTE: ABMRA

No processamento da carne, quando contaminadas podem atuar como transmissores ao serem consumidas. São registrados anualmente 660 mil casos entre norte-americanos de infecções de origem alimentar resistentes a antibióticos, principalmente por bactérias do gênero Salmonella e Campylobacter.

De acordo com estudo norte-americano realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos, carnes que possuem a certificação de orgânica pelo Departamento de Agricultura (USDA) apresentaram 56% menor probabilidade de estarem contaminadas por bactérias multirresistentes quando comparadas às produzidas de modo convencional.

Para receber o selo de orgânico pela USDA, a dieta e a forragem do local onde os animais que lhe deram origem dormiram precisa ser 100% orgânico. Mas a principal condição é a de que os animais não podem receber antibióticos e hormônios durante a vida.

FONTE: Revista Globo Rural

Com o objetivo de avaliar a influência dos métodos de produção na contaminação da carne por microrganismos patogénicos, os pesquisadores analisaram no período de 2012 a 2017 um total de 39.349 amostras aleatórias de carne moída, peito de frango, peru moído e costeletas de porco que foram coletadas através do Sistema Nacional de Monitoramento de Resistência Antimicrobiana (NARMS) da FDA. Salmonella, Campylobacter, Enterococcus e Escherichia coli foram as bactérias analisadas no estudo.

Do total de amostras, 4,2% dentre as carnes produzidas de modo convencional estavam contaminadas, contra 0,9% da orgânica. Sugerindo assim que produtos de carne certificados como orgânico possuem uma prevalência mais baixa de organismos multirresistentes e contaminação geral do que as produzidas e processadas convencionalmente. 

Outro fator importante para a contaminação dos produtos cárneos observado no estudo foi o tipo de instalação no processamento da carne. Os pesquisadores concluíram que dentre as carnes produzidas convencionalmente, aquelas que foram processadas em instalações que manipulam exclusivamente uma mesma categoria estavam contaminadas com bactérias em um terço das vezes. Já as carnes processadas em estabelecimentos que manipulavam ambos os tipos, produtos convencionais e orgânicos, estavam contaminadas em um quarto das vezes. A autora sênior do estudo, Meghan Davis, atribui a diferença no nível de contaminação à necessidade de desinfecção dos equipamentos após manipulação de carne convencional para orgânica, e vice-versa.

Ainda de acordo com a autora, os resultados demonstram que além do tipo de carne, a maneira como o gado é criado também merece a atenção dos consumidores e supervisão das agências regulatórias. Davis reconhece ainda que é preciso repensar o uso de antibióticos no tratamento de animais doentes, uma vez que a redução de seu uso pode trazer benefícios a todos.


REFERÊNCIAS