domingo, 20 de fevereiro de 2022

Deterioração da cerveja por uma nova espécie de Lactobacillus

    A cerveja é uma das bebidas mais consumidas no mundo, estando presente em diversas culturas desde as civilizações antigas. Apesar das bactérias presentes na composição da cerveja, recentemente tem-se encontrado uma nova que deteriora a mesma. Os lactobacillus são os maiores   responsáveis pela maioria das ocorrências de deterioração na indústria da cerveja. Identificada como uma nova espécie de lactobacillus, sendo a mesma da lactobacillus nagelii, essa bactéria foi detectada por pesquisadores de uma companhia de bebidas japonesa, a Asahi Breweries, Ltd, que tem sede em Tóquio.

Fonte: Google imagens

    Os lactobacillus Nagelii são bactérias Gram-positivas, com forma de bastonete, são anaeróbias facultativas, tolerando oxigênio porém, conseguem sobreviver em ambientes anaeróbios, na pesquisa as mesmas foram detectadas em uma cerveja do tipo Pilsner contaminada. Os lactobacillus são caracterizados como deteriorantes que mais aparecem em cervejas contaminadas, sendo as mais frequentemente encontradas são as L.brevis e L.lindineri apresentando cerca de 90% dos casos de contaminação de cervejas. 
    Estudos comprovam que essas bactérias e todas as bactérias lácticas, apresentam genes que resistem aos compostos antimicrobianos que o lúpulo possui, os mesmos são chamados horA e horC, essa resistência está demasiadamente atrelada a habilidade deteriorante da bactéria e, podem ser utilizados como marcadores genéticos para que se possa identificar novas espécies deteriorantes. Através de estudos de sequenciamento genético, observou-se que a espécie tem o gene horA de resistência ao lúpulo e, os ensaios também que o gene foi obtido através de transferência horizontal de genes, ou seja, quando o material genético passa de uma célula para outra.

Fonte: Google Imagens

    A partir desse estudo e do isolamento e identificação de um novo microrganismo deteriorante, nós traz a importância de se ter uma análise dos contaminantes presentes nos produtos fabricados, como no caso do estudo a cerveja e, ponderar o potencial de deterioração de cada espécie encontrada. Fazendo assim com que, a indústria possa apresentar medidas que serão mais efetivas no controle de qualidade, desde sua matéria prima até ao produto pronto para o consumo, garantindo assim a segurança e a qualidade dos alimentos.

Referências:
  • http://www3.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistacontextos/wp-content/uploads/2016/03/73_CA_artigo_revisado.pdf
  • https://wineserver.ucdavis.edu/industry-info/enology/wine-microbiology/bacteria/lactobacillus-nagelii
  • Study of beer spoilage Lactobacillus nagelli harboring hop resistance gene horA. Umegatani et al., 2021. Journal of The American Society of Brewing Chemists.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Descoberta de metabolismo híbrido em bactéria fermentadora pode levar a melhores alimentos fermentados

As bactérias do ácido lático são essenciais na criação de alimentos fermentados como iogurte, queijo e chucrute. Certas cepas também são usadas como probióticos para melhorar a saúde intestinal humana.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia - Davis e Universidade Rice descobriram que as bactérias do ácido lático usam um metabolismo energético anteriormente desconhecido, o que muda radicalmente a compreensão científica de como essas bactérias podem prosperar em seus ambientes naturais.

Os pesquisadores descobriram que a espécie Lactiplantibacillus plantarum usa um metabolismo híbrido, que combina características de respiração com fermentação.

"Usando esse metabolismo misturado, bactérias de ácido lático como L. plantarum crescem melhor e fazem um trabalho mais rápido acidificando seu ambiente", disse a co-autora Maria Marco, professora do departamento de ciência e tecnologia de alimentos da Faculdade de Ciências da Agricultura e Ambientais da UC Davis.

As descobertas, publicadas na revista eLIFE, podem levar a novas tecnologias que usam bactérias do ácido lático para produzir alimentos e bebidas fermentados mais saudáveis ​​e saborosos de maneira a minimizar o desperdício de alimentos. Manipular esse metabolismo pode alterar o sabor e a textura dos alimentos fermentados.

"Também podemos descobrir que esse metabolismo misto tem benefícios em outros habitats, como o trato digestivo", disse Marco. “A capacidade de manipulá-lo pode melhorar a saúde intestinal”.

O estudo começou com um quebra-cabeça. Ao contrário da fermentação, a respiração requer uma molécula externa que pode aceitar elétrons, como o oxigênio na respiração aeróbica. Alguns microrganismos que ganham energia principalmente pela respiração podem usar aceptores de elétrons localizados fora da célula. Essa capacidade, chamada de transferência de elétrons extracelular, está ligada a genes específicos. Um conjunto recém-identificado de genes de transferência de elétrons extracelulares foi encontrado em bactérias lácticas, que usam o metabolismo da fermentação para conservação de energia e crescimento.

"Foi como encontrar os genes metabólicos de uma cobra em uma baleia", disse a co-autora Caroline Ajo-Franklin, biocientista da Rice University. "Não fazia muito sentido, e pensamos: 'Temos que descobrir isso'."

A bactéria comum que eles estudaram, L. plantarum, depende predominantemente da fermentação. "Mas quando os colocamos em circunstâncias particulares em que fornecemos uma fonte de carbono que dificulta a produção de lactato, o principal produto final produzido durante a fermentação, eles precisam fazer algumas soluções alternativas. O novo metabolismo então entra em ação", disse Ajo-Franklin.

De acordo com Marco, "Esse metabolismo combinado permite que o L. plantarum supere os principais gargalos no crescimento, permitindo que as bactérias enviem elétrons para fora da célula".

A equipe de pesquisa mostrou como L. plantarum usa esse metabolismo para alterar seu ambiente em uma fermentação de alimentos. Acionar esse caminho com eletrodos também oferece muitas possibilidades para ajustar as fermentações de alimentos para alterar o sabor. 


Fontes: Sara Tejedor-Sanz et al. Extracellular electron transfer increases fermentation in lactic acid bacteria via a hybrid metabolism. 2021. eLife. DOI: 10.7554/eLife.70684

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Devemos lavar o frango antes de cozinhá-lo?

Frango não deve ser lavado antes do cozimento. De acordo com órgão americano, há risco de que a carne e os ovos contenham bactérias que podem se espalhar com o procedimento.

Para muitas pessoas, lavar os ingredientes antes de preparar a refeição é um hábito comum. No entanto, especialistas advertem que alimentos como frangos não devem ser lavados quando estão crus, pois há risco de que os micróbios presentes se espalhem pela pia, contaminando utensílios de cozinha e outros alimentos. Essas bactérias podem causar doenças, especialmente a Campylobacter, cujos sintomas são vômito, febre, dores abdominais, náuseas e diarreia. Aliás, ela é a uma das causas mais comuns de intoxicação alimentar. Esse microrganismo está presente não somente no frango, mas em outros tipos de carne, além de ovos, vegetais crus e leites não pasteurizados.

A Agência de Regulamentação Alimentar do Reino Unido (FSA) também havia advertido que lavar o frango antes do cozimento aumenta o risco de propagação da bactéria campylobacter. A entidade acrescenta ainda, que a melhor maneira de limpar uma ave é cozinhá-la bem. “Não se deve lavar nem o frango nem outras carnes ou ovos antes de cozinhá-los. Isso pode propagar micróbios por toda a cozinha”, recomendou o órgão. A entidade lembra que armazenar bem frango cru também é importante: "Cubra o frango e guarde-o na parte inferior da geladeira, para impedir que gotas de seu líquido caiam em outros alimentos, contaminando-os", diz o órgão.

Fonte: Google

A advertência ocorreu pouco depois de uma pesquisa identificar que 44% dos britânicos lavavam a carne crua, seja porque acreditavam estar eliminando germes ou simplesmente por hábito. No Brasil, também circulam rotineiramente alertas sugerindo, erroneamente, que as pessoas lavem as aves antes de cozinhar.

A bactéria campylobacter, é por sinal uma das causas mais comuns de intoxicação alimentar - causando dores abdominais, diarreia, febre, náuseas e vômito - e está presente em carnes e vegetais crus ou leites não pasteurizados. A forma mais eficaz de combatê-la, informa a OMS (Organização Mundial da Saúde), é justamente cozinhando bem os alimentos, garantindo que seu interior esteja quente. Em geral, essas intoxicações passam depois de alguns dias, mas em determinados grupos - crianças pequenas, idosos e pessoas que sofrem de doenças que prejudicam seu sistema imunológico, como Aids - a infecção pode ser fatal.

Fonte:

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/05/02/devemos-lavar-o-frango-antes-de-cozinha-lo.ghtml

https://veja.abril.com.br/saude/frango-nao-deve-ser-lavado-antes-do-cozimento-alertam-autoridades/


domingo, 30 de janeiro de 2022

Polinização e a produção de alimentos

 

Abelha Mandaçaia em uma visita floral (Melipona quadrifasciata).
Foto: Reprodução / http://www.abelhasjatai.com.br

   A polinização consiste na transferência de grãos de pólen dos órgãos masculinos para os femininos das flores e pode ocorrer através de fatores abióticos como vento e água, mas também por intermédio de animais polinizadores. É um fenômeno considerado como um tipo de serviço ecossistêmico, isto é, a partir  da interação ecológica planta-polinizador,  que provém benefícios às comunidades humanas. Sem tal interação, muitas espécies vegetais não seriam capazes de se reproduzir, portanto, não forneceriam frutos e sementes, que por sua vez representam a base da alimentação humana.    

    Dentre tais benefícios, vale destacar a manutenção da variabilidade genética das plantas nativas, que por sua vez compõem a biodiversidade local, o que resulta na promoção de mais tipos de serviços ecossistêmicos, como por exemplo, a regulação dos fatores climáticos e manutenção dos ciclos biogeoquímicos, como a manutenção dos lençóis freáticos. A variabilidade genética é fundamental para a evolução dos organismos vivos como um todo e com as plantas, não é diferente. A variabilidade genética é o que permite a sobrevivência de uma espécie vegetal frente à uma ameaça, como por exemplo doenças causadas por fungos, bactérias e predação por animais. Portanto, em um cenário sem diversidade genética, toda a população torna-se vulnerável.    

    Em termos de produção de alimentos, de acordo com a IPBES (Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), a partir do Relatório de Avaliação sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos, a valoração econômica global da polinização para a produção agrícola foi estimada em um valor entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões. Somente no Brasil, a estimativa no ano de 2015 era de US$ 15 bilhões.

    Os agentes polinizadores são aqueles que visitam as flores e ao fazê-lo acabam por levar consigo, grãos de pólen, que posteriormente serão depositados nos estigmas de outras flores, em outra visita, o que resulta na fecundação da planta e formação do embrião, que por sua vez pode desenvolver-se em uma semente protegida por um fruto, até o momento em que esteja maduro para enfim originar outro indivíduo.

    Dentre os agentes polinizadores, destaca-se o grupo dos insetos, responsáveis pela grande maioria das interações registradas até então. Dentro dos insetos, as abelhas compõem o grupo mais robusto e representam cerca de 48% das espécies registradas e identificadas como visitantes das flores relacionadas à produção de alimentos. Além disso, as abelhas estão associadas a cerca de 92% das espécies cultivadas. Daí a relevância e urgência de proteção e manutenção das espécies de animais polinizadores, uma vez que 94% das plantas das comunidades tropicais dependem dos animais para a polinização.

    Dessa forma, é importante frisar que diversos fatores afetam as espécies polinizadoras, bem como a eficiência do processo de polinização, uma vez que sem eles, a perda da produção de alimentos será catastrófica.

    Além de fatores naturais como a baixa compatibilidade entre algumas espécies de plantas cujas flores demandam a visita de animais mais especializados para alcançarem/depositarem os grãos de pólen; existem também fatores ambientais que são modulados e impulsionados pela ação antrópica, como as mudanças climáticas, que podem tornar o ambiente desfavorável para a sobrevivência das espécies locais; o uso de agrotóxicos que acabam por causar a morte de inúmeros animais polinizadores, especialmente os insetos; a introdução de espécies exóticas, que podem competir por recursos com os agentes polinizadores bem como representar uma nova espécie predadora, provocando um desequilíbrio ecológico; alterações no uso da terra, como as monoculturas, que acabam por eliminar as espécies vegetais que muitas vezes servem como fonte de abrigo e alimentação para os polinizadores, o que prejudica as espécies dependentes de tais recursos.

    Tendo em vista que a manutenção dos serviços ecossistêmicos, em especial, da polinização é fundamental para a alimentação humana bem como de demais espécies, os impactos ambientais causados e impulsionados pela ação antrópica representam um risco concreto à nossa sobrevivência enquanto espécie, o que situa o ecocídio no horizonte de problemas a serem solucionados com grande urgência.

    
Referência bibliográfica

BPBES/REBIPP (2019): Relatório temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil. Marina Wolowski; Kayna Agostini; André Rodrigo Rech; Isabela Galarda Varassin; Márcia Maués; Leandro Freitas; Liedson Tavares Carneiro; Raquel de Oliveira Bueno; Hélder Consolaro; Luisa Carvalheiro; Antônio Mauro Saraiva; Cláudia Inês da Silva. Maíra C. G. Padgurschi (Org.). 1ª edição, São Carlos, SP: Editora Cubo. 184 páginas. http://doi.org/10.4322/978-85-60064-83-0


    

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Brasil recordista na compra de agrotóxicos propõe nova PL ainda mais facilidades

 Os agrotóxicos consistem em produtos cujo uso pode ser voltado tanto para atividades agrícolas como não agrícolas, consistem geralmente em químicos sintéticos voltados a exterminar insetos, larvas, fungos, carrapatos, visando primordialmente o controle dessas pragas permitindo controlar doenças e aumentar a produtividade das lavouras, seu uso, porém está longe de ser algo tão positivo e livre de riscos como alguns julgam levianamente.


Fonte: Google.

A exposição a estes produtos gera inúmeros prejuízos no ponto de vista ambiental, por exemplo, há a contaminação dos solos, águas e mananciais, enquanto do ponto de vista humano, há riscos ocupacionais daqueles que se expõe durante o trabalho nas lavouras, mas também há a contaminação pelo produto final, ou seja, ao consumir o alimento, consumimos esses venenos por associação.

Estima-se pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) que os agrotóxicos gerem anualmente mais de 70 mil intoxicações agudas e crônicas que acabam por levar a óbitos, fato que se torna ainda mais perceptível em países em desenvolvimento, imaginemos então o Brasil que é campeão na compra de tais produtos desde 2008, e que ainda no ano de 2021 encerrou com 562 agrotóxicos liberados, dos quais 33 eram inéditos, o número só tem crescido desde 2016 como demonstrado pelo infográfico abaixo.



É importante frisar ainda que uma parcela significativa destes produtos tem sua venda proibida em países como os EUA, e pela União Europeia, por levar em conta os riscos já citados acima.

Em meio a situação já citada, o descontrole na liberação de tais produtos por pressão especialmente da bancada ruralista, passa por cima de questões ambientais e até mesmo da própria saúde pública, neste contexto há ainda um projeto de lei (PL 4.316/2021) que faria com que houvesse a dispensa de registro para a importação de agrotóxicos oriundos de demais países do Mercosul, sendo que muitos desses insumos não são aprovados pelo Ministério da Agricultura, a justificativa dada para a PL segundo Heinze é de "A situação, que é classificada como crise de insumos, embora tenha contornos mundiais, não está afetando igualmente todos os países. Algumas empresas instaladas em outros países podem ter estoques maiores ou mesmo ter como fornecedor de matéria-prima empresas instaladas em países que não reduziram a produção e está entregando regularmente a matéria-prima” (Fonte: Agência Senado).

Desta maneira é necessário que estejamos ainda mais vigilantes em se tratando de um tema tão sério e com consequências tão drásticas, haja vista que há alternativas viáveis como a agroecologia, que tem como princípios fundamentais a solidariedade, sustentabilidade, preservação da biodiversidade, equidade, justiça social e ambiental, mas principalmente a segurança alimentar.


 

Referências Bibliográficas

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Monografias autorizadas. Brasília, DF: ANVISA, 2018.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Regulamenta­ção. Anvisa aprova novo marco regulatório para agrotóxicos. Brasília, DF: ANVISA, 2019.

CARNEIRO, F. F. et al. Segurança Alimentar e nutricional e saúde. Parte 1. In CARNEIRO, Fernando Ferreira et al. (org.) Dossiê ABRASCO: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Rio de Janeiro: EPSJV; São Paulo: Expressão Popular, 2015. Disponível em: Acesso: 15 ago. 2017.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Fourth national report on human exposure to environmental chemicals. Atlanta, GA: Centers for Disease Control and Prevention, 2009.

Proposta de Heinze dispensa registro a agrotóxicos importados do Mercosul acesso disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/01/17/proposta-de-heinze-dispensa-registro-a-agrotoxicos-importados-do-mercosul

Após novo recorde, Brasil encerra 2021 com 562 liberados, sendo 33 inéditos acesso disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2022/01/18/apos-novo-recorde-brasil-encerra-2021-com-562-agrotoxicos-liberados-sendo-33-ineditos.ghtml

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS: CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS.

Os óleos essenciais são considerados os agentes antimicrobianos mais importantes presentes em plantas, eles podem também apresentar atividade antioxidante e anti-inflamatória. Deste modo são uma importante fonte de compostos bioativos antimicrobianos e antioxidantes.

A International Standart Organization (ISO) define os óleos essenciais como: “Produtos obtidos de partes de plantas por meio de destilação. Estes óleos essenciais são líquidos hidrofóbicos de compostos aromáticos que são voláteis e oleosos e estão presentes em várias partes da planta, como galho, flor, folha, casca, semente e raiz. Os óleos essenciais têm frequentemente um odor agradável e por vezes um sabor característico. Tipicamente, são misturas altamente complexas, geralmente de centenas de compostos aromáticos individuais.”


Fonte: Google.

A ação mais importante do seu uso em alimentos é sua atividade antibacteriana frente a vários patógenos alimentares e sua oxidação lipídica. O uso de óleos essenciais em alimentos vem sendo muito estudado como uma possibilidade de substituição de conservantes químicos por aditivos alimentares naturais, objetivando aumentar o prazo de validade dos produtos priorizando a saúde do consumidor.

Estudos da atividade antibacteriana de óleos essenciais frente à patógenos de origem alimentar tem sido realizado, principalmente, in vitro e recentemente pela aplicação simultânea da bactéria e de óleos essenciais em produtos alimentícios.

Os óleos essenciais reconhecidos como seguros pela Food and Drug Administration (FDA) são:  Alecrim (Rosmarinus officinalis); Bergamota (Citrus bergamia); Baga de zimbro (Juniperus communis); Cassia (Cinnamomum cassia); Cal (Citrus aurantifolia); Camomila Romana (Anthemis nobilis); Canela (Cinnamomum zeylanicum); Cravo-da-Índia (Eugenia caryophyllata); Coentro (Coriandrum sativum) ; Cominho (Cuminum cyminum); Erva- cidreira (Cymbopogon flexuosus ); Erva-doce (Foeniculum vulgare); Gerânio (Pelargonium graveolens); Gengibre (Zingiber officinale); Hortelã-pimenta (Mentha piperita); Hortelã (Mentha spicata); Laranja azeda (Citrus aurantium); Laranja Selvagem (Citrus sinensis); Limão (Citrus limon); Manjericão (Ocimum basilicum); Manjerona (Origanum majorana); Melissa (Melissa officinalis); Orégano (Origanum vulgare); Pimenta preta (Piper nigrum); Sálvia (Salvia sclarea); Tangerina (Citrus reticulado); Toranja (CitrusX paradisi ); Tomilho (Thymus vulgaris); Ylang Ylang (Cananga odorata).

Uma grande variedade de óleos essenciais têm sido aplicados em diversos materiais de embalagens de alimentos e filmes de revestimento como antimicrobianos e antioxidantes, mas também são usados diretamente no alimento, como por exemplo  nanoemulsões e nanoencapsulados.

 

REFERÊNCIAS:

CALO, Juliany Rivera et al. Essential oils as antimicrobials in food systems–A review. Food Control, v. 54, p. 111-119, 2015.

VALERIANO, C. et al. Atividade antimicrobiana de óleos essenciais em bactérias patogênicas de origem alimentar. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.14, n.1, p.57-67, 2012.

https://foodsafetybrazil.org/os-oleos-essenciais-sao-o-futuro-da-conservacao-de-alimentos/

sábado, 8 de janeiro de 2022

A prática do “high meat”

 É do conhecimento de todos que o consumo de alimentos estragados e vencidos não deve acontecer, devido aos diversos problemas de saúde que eles podem causar. Um alimento guardado na geladeira, fora das condições ideais de armazenamento, pode desenvolver diversos tipos de microrganismos, como fungos e bactérias. Além de intoxicações alimentares que causam desidratação, diarreias e vômitos, que são as formas mais leves, esse consumo também pode levar a problemas graves no estômago e intestino, dependendo do microrganismo que for ingerido.


Fonte: Google.

Há algum tempo a página famosa do Facebook, “Fatos Desconhecidos”, fez uma publicação falando sobre uma nova prática que está repercutindo entre os jovens de diversos locais do mundo, que consiste em comer carne estragada para ficarem “chapados”.

Fonte: Google.

Nessa prática do “high meat”, os jovens deixam os pedaços de carne por semanas e até meses na geladeira, para que haja grande proliferação de microrganismos, esses que serão os causadores do efeito alucinógeno que o consumo do alimento causará.

O grande problema desse consumo está no fato de que o estômago humano não está preparado para o consumo de bactérias e fungos desenvolvidos por tanto tempo, geralmente 2 meses, e isso pode causar grandes infecções no organismo de quem pratica essa brincadeira.

 

Referências: 

https://acrediteounao.com/carne-estragada-drogas/

https://mundodocurioso.com.br/high-meat-pratica-bizarra-para-ficar-chapado/

https://istoe.com.br/jovens-se-desafiam-na-internet-a-comerem-carne-podre-para-ficarem-chapados/