domingo, 22 de agosto de 2021

Agosto Dourado 2021 - Semana Mundial de Aleitamento Materno

 

<a href="https://br.freepik.com/vetores/pessoas">Pessoas vetor criado por stories - br.freepik.com</a>


No mês de agosto é celebrada a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), uma campanha de incentivo às políticas e ações acerca da conscientização da importância do aleitamento materno, elemento imprescindível para o desenvolvimento saudável das crianças de zero a dois anos de idade, sendo recomendado pela OMS como o único e exclusivo alimento a ser dado nos primeiro seis meses de vida e como complemento até os dois anos de idade

Teve seu início em 1990, após um encontro da OMS (Organização Mundial da Saúde) com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que ficou conhecido como "Breastfeeding in the 1990s: A Global Initiative" deste encontro, foi produzida a Declaração de Innocenti, que colocou em pauta a importância de garantir o aleitamento materno de forma adequada e segura.

Em 1991 foi fundada a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA), que desde então é responsável pela decisão sobre o tema que será tratado no ano em questão bem como da formulação e distribuição do material distribuído em 14 idiomas. O tema do ano de 2021 foi “Proteger a amamentação: Uma responsabilidade de todos”, visando analisar as políticas de promoção e proteção do direito ao aleitamento materno, bem como propor soluções para implementar melhorias a nível de sistema de saúde, local de trabalho e comunidade.

Neste ano também foi dado um enfoque acerca da implementação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos de Leite Materno, que visa regular a forma como se dão as campanhas de marketing desses produtos, para que não seja vendida a ideia errônea de que o leite materno pode ser dispensável para o desenvolvimento infantil.

No Brasil, a campanha foi instituída pela LEI Nº 13.435, DE 12 DE ABRIL DE 2017 como mês do Aleitamento Materno e juntamente com  o DECRETO-LEI Nº 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943 que aprova a Consolidação das Leis do Trabalho, art. 389, parágrafo primeiro, que estabelece a instalação de local apropriado para guardar as crianças, filhas das empregadas no período de amamentação, sob vigilância e assistência. Além disso, o art. 396, também da Consolidação das Leis do Trabalho, prevê o direito a duas pausas de trinta minutos, durante a jornada de trabalho para mães amamentarem seus filhos de até seis meses.

Aliado a tais mecanismos legais, a portaria MS nº 321/1988 estabelece os padrões mínimos para construção e instalação de creches, prevendo juntamente ao projeto, uma sala de amamentação, que por sua vez é definida como “Elemento destinado a recepção de mães que necessitam amamentar os filhos que se encontram sob a proteção e cuidados da creche, ” 

Além de promover a discussão acerca dos direitos trabalhistas das mulheres na fase de amamentação, promove também a causa da doação de leite materno, tratando diretamente da questão dos bancos de leite, que são de suma importância para as mães que por algum motivo não conseguem ou não podem amamentar seus filhos, bem como auxiliar na amamentação em casos nos quais a mãe vem a óbito e a criança fica aos cuidados do pai ou outro guardião.

Para ser uma doadora, é necessário que a lactante esteja saudável, produzindo leite em quantidades superiores à exigência da criança e que tenham a livre e espontânea vontade de serem doadoras. Também são consideradas doadoras as mães que estejam impedidas de amamentar seus filhos diretamente no peito, mas que se encontram aptas para tal.

Nos hospitais especializados em atenção materna e/ou infantil, existem os bancos de leite humano (BLH), que são responsáveis por coletar, selecionar, classificar, processar, realizar o controle de qualidade e distribuir o leite materno para aqueles que necessitarem.  Já os denominados postos de coleta de leite humano (PCLH) são pontos, fixos ou móveis vinculados com os BLH, as funções que competem a este são: promover e assegurar o aleitamento materno, bem como coletar e armazenar o leite para que seja destinado aos bancos posteriormente, da forma mais segura possível. 

Durante o período de pandemia da SARS-Cov-2, observou-se um aumento do aleitamento, uma vez que, pelo fato de muitas mães terem migrado para o formato de trabalho remoto, tornou-se possível um contato mais próximo e frequente entre as mães e as crianças, o que é um ponto positivo para a melhoria do desenvolvimento infantil. No entanto, ao mesmo tempo, é provável que muitas mães se separaram de seus filhos por conta dos riscos de transmissão das mães para os filhos, o que representa prejuízo ao aleitamento materno.


Referências

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13435.htm

https://rblh.fiocruz.br/semana-mundial-de-aleitamento-materno-agosto-dourado-2021

https://sp.unifesp.br/epm/pediatria/noticias/agosto-dourado-mes-do-aleitamento-materno

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/declaracao_innocenti.pdf

https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10722348/artigo-389-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943

https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10721005/artigo-396-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943


domingo, 15 de agosto de 2021

Estudo sugere que carne orgânica possui menor risco de contaminação por bactérias resistentes

Durante a criação bovina, os animais podem ser expostos a bactérias patogênicas, e por vezes infectados por elas. Os antibióticos podem ser necessários para o controle das infecções, porém seu uso excessivo pode ocasionar a resistência das bactérias a sua ação, as denominadas bactérias multirresistentes.

FONTE: ABMRA

No processamento da carne, quando contaminadas podem atuar como transmissores ao serem consumidas. São registrados anualmente 660 mil casos entre norte-americanos de infecções de origem alimentar resistentes a antibióticos, principalmente por bactérias do gênero Salmonella e Campylobacter.

De acordo com estudo norte-americano realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos, carnes que possuem a certificação de orgânica pelo Departamento de Agricultura (USDA) apresentaram 56% menor probabilidade de estarem contaminadas por bactérias multirresistentes quando comparadas às produzidas de modo convencional.

Para receber o selo de orgânico pela USDA, a dieta e a forragem do local onde os animais que lhe deram origem dormiram precisa ser 100% orgânico. Mas a principal condição é a de que os animais não podem receber antibióticos e hormônios durante a vida.

FONTE: Revista Globo Rural

Com o objetivo de avaliar a influência dos métodos de produção na contaminação da carne por microrganismos patogénicos, os pesquisadores analisaram no período de 2012 a 2017 um total de 39.349 amostras aleatórias de carne moída, peito de frango, peru moído e costeletas de porco que foram coletadas através do Sistema Nacional de Monitoramento de Resistência Antimicrobiana (NARMS) da FDA. Salmonella, Campylobacter, Enterococcus e Escherichia coli foram as bactérias analisadas no estudo.

Do total de amostras, 4,2% dentre as carnes produzidas de modo convencional estavam contaminadas, contra 0,9% da orgânica. Sugerindo assim que produtos de carne certificados como orgânico possuem uma prevalência mais baixa de organismos multirresistentes e contaminação geral do que as produzidas e processadas convencionalmente. 

Outro fator importante para a contaminação dos produtos cárneos observado no estudo foi o tipo de instalação no processamento da carne. Os pesquisadores concluíram que dentre as carnes produzidas convencionalmente, aquelas que foram processadas em instalações que manipulam exclusivamente uma mesma categoria estavam contaminadas com bactérias em um terço das vezes. Já as carnes processadas em estabelecimentos que manipulavam ambos os tipos, produtos convencionais e orgânicos, estavam contaminadas em um quarto das vezes. A autora sênior do estudo, Meghan Davis, atribui a diferença no nível de contaminação à necessidade de desinfecção dos equipamentos após manipulação de carne convencional para orgânica, e vice-versa.

Ainda de acordo com a autora, os resultados demonstram que além do tipo de carne, a maneira como o gado é criado também merece a atenção dos consumidores e supervisão das agências regulatórias. Davis reconhece ainda que é preciso repensar o uso de antibióticos no tratamento de animais doentes, uma vez que a redução de seu uso pode trazer benefícios a todos.


REFERÊNCIAS

quinta-feira, 29 de julho de 2021

A relação entre intoxicação alimentar e o ciclo circadiano

O clico circadiano designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite. Sabe-se que este ciclo permite aos animais anteciparem e se prepararem para mudanças no ambiente, e que alterações neste ciclo podem causar sérios problemas para humanos, como a interrupção crônica do sono que está relacionada ao aumento da infecção intestinal em humanos.

Fonte: Redbubble

Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Texas Sudoeste (UTSW) realizou um estudo procurando um aprofundamento na relação entre o ciclo circadiano e a resistência do corpo a infecções microbiológicas. Este estudo sugere que o combate à intoxicação alimentar depende da hora do dia, porque os níveis da molécula antimicrobiana natural flutuam em um ritmo circadiano estimulado por bactérias intestinais residentes, havendo horários de pico nos quais o corpo está mais apto a resistir a infecções. Ou seja, a capacidade do corpo de prevenir a intoxicação alimentar pela produção de um composto antimicrobiano natural aumenta durante o dia, quando a exposição a bactérias nocivas é mais provável. 

Os cientistas avaliaram o ritmo da expressão de agentes antimicrobianos do intestino de camundongos produzidos para combater intoxicação alimentar. Foi observado que uma dessas moléculas antimicrobianas, a proteína 3g derivada de ilhota regenerativa (REG3G), estava mais abundante à noite, quando estes animais ficam mais ativos.

As descobertas deste estudo podem ajudar a criar melhores estratégias para tratamentos e vacinas, a fim de maximizar a resposta imune. Se pesquisas adicionais mostrarem que esse fenômeno também ocorre em humanos, os cientistas podem eventualmente ser capazes de decidir melhores horários para a administração de antibióticos sintéticos para infecções intestinais e vacinas orais ou encontrar novas maneiras de evitar infecções intestinais.


Fontes: 

https://www.cell.com/cell/fulltext/S0092-8674(21)00827-8

Fighting Off Food Poisoning Depends on the Time of Day | Lab Manager

quarta-feira, 28 de julho de 2021

O QUE SÃO DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DTA)?

São doenças provocadas pelo consumo de alimentos que ocorrem quando microorganismos prejudiciais a saúde, parasitas ou substâncias tóxicas estão presentes nesse alimento.
Os sintomas mais comuns da DTA são vômitos e diarreias, podendo também apresentar dores abdominais, dor de cabeça, febre, alteração da visão, olhos inchados, dentre outros. Para adultos sadios a maioria das DTA dura poucos dias e não deixa sequelas, já para crianças, grávidas, idosos e as pessoas doentes as consequências podem ser mais graves podendo inclusive levar à morte.

FONTE: Google Imagens


CONTAMINAÇÃO DOS ALIMENTOS

O alimento está contaminado quando contém elementos estranhos.
Contaminação física: metal, vidro, madeira, azulejo, parafuso, cabelo, brinco, fragmentos de insetos, fragmentos de ossos, pelos, fezes, etc;
Contaminação química: fertilizantes, produtos de limpeza, toxinas de microorganismos , substâncias que causam alergia, etc;
Contaminação biológica: microorganismos (bactérias, fungos, vírus, e parasitas).
Sendo estes de:
• Origem endógena - presentes nos alimentos antes de sua obtenção;
• Origem exógena - que chegam aos alimentos durante sua obtenção, transporte, processamento, conservação, etc.
 
FONTE: Google Imagens

INFECÇÃO ALIMENTAR

Doenças produzidas pelo consumo de alimentos contaminados por agentes infecciosos, como vírus, fungos, bactérias e parasitas.
Podem ser:
Diarreica (febre, fezes aquosas): Salmonella sp., Escherichia coli, Shigella, Yersinia enterocolítica, Campylobacter jejuni, Listeria monocytogenes, Vibrium cholerae, Vibrium parahaemolyticus;
Disentérica (febre, agressão do epitélio intestinal, originando fezes com muco, pus e sangue): Salmonella typhi, Salmonella paratyphi, Shigella sp., Escherichia coli enteroinvasora e enterohemorrágica. 


INTOXICAÇÃO ALIMENTAR

Provocadas pela ingestão de toxinas, formadas em decorrência da intensa proliferação do microorganismo patogênico no alimento. Nesses casos, o agente etiológico da doença é a toxina. Exemplos: Clostridium botulinum, Staphylococcus aureus e cepas específicos de Bacillus cereus.
Podem ser:
Neurotóxica: é provocada pela ingestão de toxina pré-formada no alimento, o microorganismo toxigênico é o Clostridium botulinum;
Emética: é causada por toxina tipo exoenterotoxina, que também é pré formada no alimento. Ex: S. aureus e Bacillus cereus emético. 


MICROORGANISMOS INDICADORES

Para detectar contaminações nos alimentos utilizam-se grupos de microorganismos indicadores de contaminação, higiênicos e sanitários, com o intuito de diminuir doenças de origem alimentar e deteriorações em alimentos.
• Sugerem a presença de patógenos;
• Indicam o potencial de deterioração dos alimentos;
• Indicam condições higiênico-sanitárias durante o processamento, a produção ou armazenamento;
• Fornecem informação sobre ocorrência de contaminação nos alimentos;
• Critérios de Seleção: rápida e fácil detecção e informações associadas.

 - INDICADORES SANITÁRIOS (possível presença de patógenos): Enterobactérias (Coliformes Fecais, Escherichia Coli, Salmonella), Enterococcus e Staphylococcus.

- INDICADORES DE HIGIENE (vida de prateleira do alimento): AM / Psicrotróficas, Fungos Filamentosos e Leveduras e Coliformes Totais.


MICROORGANISMOS

• Deteriorantes: alteração da cor, odor, sabor, textura e do aspecto do alimento.
• Patogênicos: causam doenças.
• Benéficos: usados em indústria alimentícia.

FONTE: Google Imagens

Várias etapas do processamento apresentam risco de contaminação por microorganismos patogênicos e deteriorantes. 
Sendo de extrema importância procedimentos Pré-operacionais e Pós-operacionais, para assegurar a higiene do ambiente de trabalho e a qualidade da matéria-prima, por meio do emprego das Boas Práticas de Higiene e Boas Práticas de Fabricação.
Aumentando assim à vida útil do produto, prevenindo contaminações e reduzindo os riscos de toxinfecções alimentares.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Bactérias de Escherichia coli produzem corantes em todas as cores do arco-íris

 Corantes naturais de bactérias

Pesquisadores coreanos desenvolveram bactérias geneticamente modificadas capazes de produzir três carotenóides e quatro derivados da violaceína.

Isso permitiu pela primeira vez produzir as sete cores do espectro do arco-íris usando unicamente uma fonte biológica.

Os corantes são amplamente utilizados em nossas vidas e estão diretamente relacionados à saúde humana, quando ingerimos aditivos usados nos alimentos industrializados e usamos cosméticos. No entanto, a maioria desses corantes é feita a partir de petróleo, vez por outra, estando envolvidos em efeitos colaterais e alergias - isso sem contar as questões ambientais envolvendo, entre outros, a poluição da água pelo tingimento de tecidos.

Por essas razões, a demanda para a produção de corantes naturais a partir de microrganismos tem aumentado, mas não havia oferta devido ao alto custo da biotecnologia envolvida e ao baixo rendimento dos processos de sua obtenção.

Dongsoo Yang e colegas do Instituto Kaist, na Coreia do Sul, superaram esse desafio integrando estratégias de engenharia metabólica e engenharia de membrana para criar cepas geneticamente modificadas da bactéria Escherichia coli, cada linhagem projetada para produzir uma das sete cores do arco-íris.

Foi também a primeira vez que se obteve a produção de corantes naturais nas cores verde e azul-marinho a partir de bactérias.

Além de produzir todas as cores do arco-íris, as bactérias foram modificadas para produzir e secretar os corantes de forma eficiente.

Corantes biológicos

Até o momento, a equipe se concentrou na produção de corantes naturais hidrofóbicos, úteis para alimentos lipofílicos e tingimento de roupas.

Quando os corantes hidrofóbicos são produzidos pelas bactérias, eles se acumulam dentro da célula. Como a capacidade de armazenamento de uma célula bacteriana é limitada, os pesquisadores reprojetaram a morfologia celular para criar vesículas de membrana interna, estruturas membranosas esféricas que aumentam a capacidade intracelular de acumular os corantes. Para aumentar ainda mais a produção, eles criaram também vesículas de membrana externa para secretar os corantes naturais.

As estratégias também serão úteis para a produção eficiente de outros produtos naturais industrialmente importantes usados nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.

Referências:

Bactérias produzem corantes em todas as cores do arco-íris (inovacaotecnologica.com.br)

Production of Rainbow Colorants by Metabolically Engineered Escherichia coli - Yang - 2021 - Advanced Science - Wiley Online Library


terça-feira, 6 de julho de 2021

Segurança e qualidade dos pescados


O pescado é uma importante fonte de proteína em vários países, possui riqueza nutricional, porém seu potencial de deterioração é grande. Devido a esse alto grau de deterioração só é possível usufruir dos benefícios nutricionais dos pescados no caso de garantia de segurança e qualidade do mesmo.  O consumo dessa fonte de proteínas vem aumentando cada vez mais e são inúmeros seus benefícios como a contribuição de ácidos graxos necessários para nós seres humanos, grande presença de micronutrientes, presença de lisina e aminoácidos essenciais e rápida digestão, sendo também uma proteína de alta qualidade.

              A segurança e qualidade desse alimento é de grande importância pois, as doenças transmitidas por ele afetam milhares de pessoas no mundo, sendo um grande problema para a saúde pública. Além da contaminação microbiológica, a contaminação por histamina também é um fator importante que deve ser levado em consideração, mostrando que essa contaminação irá aumentar após a pesca por manuseio errado em altas temperaturas de estocagem e péssimas condições higiênicas.

Fonte: Portal e-food.

Deve-se também levar em conta o ambiente em que esses indivíduos vivem, pois, pode ocorre uma contaminação pelo mesmo. Como por exemplo, peixes que vivem em um rio aonde a despejo de esgoto urbano, ou no mar aonde a despejo de componentes químicos provenientes de industrias. Tanto o ambiente quanto o manuseio do pescado devem ser avaliados e feitos com a maior segurança e higiene possíveis. Apresentando várias técnicas de avaliação e fiscalização dos pescados, hoje em dia, há leis mais rígidas e com maior ênfase na segurança, garantindo a qualidade dos alimentos.


Fonte: foodsafetybrazil

Pode-se concluir que, os pescados são fontes importantes de proteínas, aminoácidos essenciais aos seres humanos, ácidos graxos, além de possuir baixo colesterol, mas se, há manuseio de forma indevida irá acarretar em contaminações trazendo assim problemas para a saúde pública.

Algumas dicas que podem ser seguidas na hora de adquirir pescados são:

 - Peixes frescos com presença de olhos brilhantes, salientes e com escamas unidas umas às outras, brilhantes e vigorosamente presas a pele;

- Realizar compra em estabelecimentos limpos, com funcionários devidamente trajados e que tenha fiscalização regular;

- Caso queira comprar o pescado inteiro é indicado que se peça para retirar as vísceras antes de levar para casa;

- Prestar atenção a temperatura em que os alimentos estão estocados;

- Observe se o produto não tem nenhum tipo de contaminante, como por exemplo, plástico, metais, etc.

 

Referências

<http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-98552012000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>

<https://www.pesca.sp.gov.br/qualidade_pescado.pdf>

<https://www.researchgate.net/publication/267449264_Qualidade_e_seguranca_do_pescado>

<https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/dez-dicas-para-comprar-pescados-de-qualidade-e-com-seguranca/58447>


terça-feira, 29 de junho de 2021

Atualizada regra sobre uso de gorduras trans industriais

 A principal mudança refere-se ao prazo de comercialização de óleos refinados e alimentos industrializados.


Foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U)  a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 514/2021, que altera dispositivos da RDC 332/2019, norma que define os requisitos para o uso de gorduras trans industriais em alimentos no país. A principal mudança refere-se ao prazo de comercialização de óleos refinados e alimentos industrializados.

                  Fonte: Google Imagens

Caixa de Texto: Fonte: IdecDe acordo com as alterações na RDC 332/2019, os óleos refinados com a presença de gordura trans industriais acima do limite máximo de 2 gramas por 100 gramas de gordura total, fabricados até 30/6/2021, poderão ser comercializados dentro do prazo final de validade do produto. Depois de esgotado o estoque, não será permitida a venda de itens com teor acima do limite previsto na Resolução. Na redação anterior, a norma estabelecia que os óleos refinados (de soja, girassol, canola e milho, entre outros) não poderiam ser vendidos ao consumidor a partir de 01/7/2021.   

Além disso, as regras estabelecem que alimentos industrializados fabricados até 30 de junho de 2021 também poderão ser vendidos até o final de seus respectivos prazos de validade, mesmo contendo gorduras trans industriais acima do limite estabelecido na RDC 332/2019. No entanto, ainda que estejam dentro do prazo de validade, estes produtos só poderão ser comercializados até 31 de dezembro de 2022. Vale lembrar que o limite de gordura trans nos alimentos industrializados (biscoitos, sorvetes, massas instantâneas, massa de pastel, entre outros) também é de até 2 gramas por 100 gramas de gordura total.

Fonte: Idec

Perguntas e respostas  

Para prestar esclarecimentos sobre o tema às empresas da indústria de produtos alimentícios, a Gerência-Geral de Alimentos (GGALI) lançou, a 3ª edição de um documento com perguntas e respostas sobre requisitos para uso de gordura trans industriais em alimentos. 

 Ao todo, são 46 questões sobre o assunto, já incluindo perguntas e respostas sobre as alterações na RDC 332/2019.

As mudanças inseridas na 3ª edição do documento trazem orientações sobre os prazos que devem ser observados pelos fabricantes de alimentos, pelos serviços de alimentação e pelos comerciantes, no que se refere às diferentes restrições no uso de gorduras trans industriais.

Fonte: Google Imagens

·       Confira a íntegra do perguntas e respostas sobre requisitos para uso de gordura trans industriais em alimentos. No link:

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas/gorduras-trans-industriais.pdf


Fonte:

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Atualizada regra sobre uso de gorduras trans industriais. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/atualizada-regra-sobre-uso-de-gorduras-trans-industriais> Acesso em 24 de Junho de 2021.

Gerência de Padrões e Regulação de Alimentos. Perguntas e Respostas - Requisitos para uso de gorduras trans industriais em alimentos. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas/gorduras-trans-industriais.pdf> Acesso em 24 de Junho de 2021.