quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Antinutrientes e sua importância na alimentação

Os antinutrientes consistem em substâncias produzidas pelas próprias plantas presentes em nossa dieta, que por vezem tendem a afetar a biodisponibilidade de certos nutrientes quando ingeridos de forma concomitante, sendo as plantas fontes importantes de alimentação, seja pelo seu baixo custo ou por sua variedade de proteínas é interessante haja maior informação a respeito de suas características. 

Alguns dos nutrientes que tendem a ser afetados quanto a biodisponibilidade quando há consumo dos antinutrientes são o cálcio, ferro, potássio, magnésio e zinco, por exemplo. 

E apesar de inicialmente parecerem alvos a serem evitados durante a alimentação não é este o caso, muitos deles tendem a ser bastante benéficos em sua utilização, e para chegar a causar algum mal necessitariam ser consumidos em doses absurdas. 

 São diversos os benefícios da ingestão dos antinutrientes, a ponte de muitos deles estarem se tornando alvos dos chamados natucêuticos e funcionais. 

Abordaremos a seguir algumas das classes de tais espécies. 

  • Saponinas, encontradas geralmente em leguminosas podem ser relacionadas a um menor risco de cânceres, redução de colesterol, menos cáries, diminuem a resposta do açúcar no sangue, além de reduzir o risco de pedras no rim, ainda combatem a coagulação do sangue  (diretamente relacionada a ocorrência de ataques cardíacos e também os chamados AVCs). 
  • Lectinas, comumente encontradas em grãos e leguminosas atuando no combate a doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e sobrepeso, e ainda alguns tipos de câncer. 
  • Taninos facilmente encontrados em chás, cafés, carnes e queijos processados, são importantes agentes antioxidantes que podem atuar inibindo o crescimento de diversos microrganismos como vírus, bactérias, fungos (filamentosos e leveduras), além de reduzir os níveis de colesterol e pressão arterial. 
  • Fitatos, encontrado em cerais, bem como trigo, cevada, arroz, milho, entre outros, estando relacionados a um aumento das funções imunológicas e morte das células cancerígenas, além de propriedades antioxidantes, contribuindo para que haja uma melhora em casos inflamatórios 
  • Glucosinolatos, encontrados em vegetais como é o caso da couve-flor, atuando também contra o crescimento de células cancerígenas. 

Porém como nem tudo é apenas vantagens, há também certos antinutrientes que devem ser evitados como é o caso dos oxalatos que tendem a ter efeitos negativos no organismo, entre os alimentos nos quais são encontrados pode-se citar frutas vermelhas, beterraba, batata-doce, laranjas, refrigerantes, chocolates, entre outros, seu grande efeito negativo se dá pela sua ligação como cálcio gerando sua eliminação, além de trazer uma relativa propensão a pedras nos rins para certas pessoas. 

É importante ressaltar quanto a necessidade de se manter uma dieta balanceada e saudável, e por fim quanto aos antinutrientes é válido lembrar que os benefícios de seu uso ainda superam seus malefícios, contudo é preciso ter moderação, e ainda parte destas substâncias tendem a se perder quando se cozinha os alimentos ou deixados em altas temperaturas.   


Fontes:

https://www.researchgate.net/publication/256848156_ANTINUTRIENTES_NA_ALIMENTACAO_HUMANA

https://www.bbc.com/portuguese/geral-55933361


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Pesquisa identifica no açaí espécies de bactérias com potencial probiótico

 

Os microrganismos podem auxiliar na diminuição do colesterol e inibir o crescimento de patógenos como a Salmonella e a Escherichia coli.





Considerado um super alimento devido ao seu valor nutricional e capacidade antioxidante, além de combater o surgimento de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, o açaí também pode apresentar benefícios como a redução de transtornos gastrointestinais e do colesterol. É o que aponta um estudo feito por pesquisadores do Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA), laboratório ligado à Universidade Federal do Pará (UFPA) e instalado no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém.

 

Os pesquisadores isolaram e identificaram, pela primeira vez, espécies de bactérias lácticas endofíticas que habitam o interior da planta do açaí, com alto potencial probiótico e que podem garantir a segurança alimentar no consumo do açaí azedo. A pesquisa avaliou a atividade antagônica in vitro de três cepas de bactérias lácticas (Pediococcus pentosaceus B125, Lactiplantibacillus plantarum B135 e Lactiplantibacillus plantarum Z183) contra dois patógenos - organismos capazes de causar doenças - a Salmonella typhimurium e a Escherichia coli. 

 

“A atividade antagonista em nosso estudo avaliou a capacidade das bactérias lácticas de inibir o crescimento das bactérias patogênicas no suco de açaí mantidos em temperatura ambiente por um período de até 72h, que é o tempo máximo que o açaí ainda é consumido. Os resultados mostraram que as três bactérias lácticas foram capazes de inibir os dois patógenos. Sendo que para Salmonella, foram ainda mais eficazes”, aponta Suenne Sato, primeira autora do artigo.

 

Além da atividade antimicrobiana, as cepas também apresentaram a capacidade de resistir a situações de estresse que simulam a passagem pelo trato gastrointestinal. “O trajeto da boca até o cólon, local onde as bactérias probióticas devem colonizar e exercer atividades, apresenta inúmeras condições hostis pelas quais as bactérias precisam resistir e assim chegarem vivas no cólon em quantidade suficiente. A condição ácida do estômago é a primeira situação de grande estresse para os microrganismos, portanto realizamos alguns testes in vitro para verificar a viabilidade das cepas nessa condição e em condição subsequente, como a resistência aos sais biliares”, informa Suenne.

 

“É importante que esses microrganismos sejam seguros para uso e que também exerçam uma ou mais atividades benéficas. Para as bactérias isoladas no nosso estudo, fizemos o teste de desconjugação de sais biliares para identificar se elas apresentavam alguma atividade relacionada. Os resultados apontaram positivo para todas as analisadas. Isso significa uma possibilidade de contribuírem para a redução de colesterol sanguíneo”, complementa a pesquisadora.

 

O pesquisador Hervé Rogez, coordenador do CVACBA e orientador da tese de doutorado que deu origem ao artigo, destaca a importância da descoberta. “O cólon e o intestino grosso desempenham um papel muito importante para a saúde humana, é o segundo órgão que melhor deve ser cuidado, depois do coração. Há pelo menos 20 anos, os probióticos já vêm sendo estudados, mas aqui na região ainda temos poucos trabalhos sobre. O fato de ter descoberto mais um benefício no consumo de açaí, fruto tão comum na dieta da região, é muito relevante”, afirma Hervé.

 

As bactérias isoladas estão armazenadas no banco de bactérias do açaí no CVACBA para aprofundamentos futuros no intuito de descobrir mais funcionalidades e possíveis aplicações. “As cepas podem ser utilizadas não só em alimentos, mas também na agricultura e no setor cosmético, já que os endofíticos possuem um bom histórico de serem potenciais produtores de metabólitos (substância produzida durante o metabolismo) de interesse econômico. Ter microrganismos endofíticos especialmente isolados dos frutos de açaí pode contribuir ainda mais para a valorização desse alimento e possivelmente para trazer benefícios econômicos para toda a cadeia produtiva do açaí e para as regiões produtoras”, finaliza Suenne.


Referência: 

DOL - Pará. Pesquisadores identificam bactérias com potencial probiótico no açaí 'azedo'. Disponível em: Pesquisadores identificam bactérias com potencial probiótico no açaí 'azedo' | Notícias Pará | Diário Online | DOL (diarioonline.com.br).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Anvisa aprova regras que limitam o uso de gorduras trans em alimentos

 

A medida prevê desde limites para a presença de gorduras trans industriais em alimentos até o banimento do uso de gordura parcialmente hidrogenada até 2023.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou regras que limitam o uso de gorduras trans industriais em alimentos. A proposta prevê a implantação da norma em três fases, iniciando com o estabelecimento de limites de gorduras trans industriais para a indústria e serviços de alimentação e prosseguindo até o banimento do uso de gordura parcialmente hidrogenada até 2023. 

 

A medida visa proteger a saúde da população, uma vez que o consumo elevado dessas gorduras é nocivo à saúde por favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares, como o entupimento de artérias que irrigam o coração, e aumentar o risco de morte por essas doenças.

De acordo com a diretora Alessandra Bastos, relatora da proposta, "não só no Brasil, mas no mundo todo, é de conhecimento dos profissionais de saúde o risco que a gordura trans industrial representa para a saúde e sua associação com doenças cardiovasculares". Ela afirma que todos os posicionamentos da Anvisa foram amplamente discutidos anteriormente, inclusive o tempo necessário para o setor regulado se adequar às novas normas.

Amplamente consumidas, as gorduras trans podem ser encontradas na formulação de margarinas, biscoitos, snacks, bolos, massas instantâneas, sorvetes, chocolates, pratos congelados, pipoca de micro-ondas, entre muitos outros alimentos industrializados. A gordura trans também está presente em frituras comercializadas em serviços de alimentação e por vendedores ambulantes.

 

Etapas 

A primeira fase é focada na imposição de limites de gorduras trans industriais na produção de óleos refinados, limitando a 2% sua presença nesses produtos. As gorduras trans industriais em óleos refinados são produzidas em função do tratamento térmico aplicado durante a etapa de desodorização (eliminação de odores desagradáveis). O prazo para adequação é de cerca de 18 meses. Portanto, a restrição passará a vigorar a partir de 1º de julho de 2021.

Nessa mesma data, entrará em vigor a fase de restrição de gordura trans industrial para os demais alimentos, com a adoção do mesmo limite de 2% de gorduras trans industriais do total de gordura presente nos alimentos em geral, industrializados e comercializados no varejo e atacado. Dessa forma, a norma ampliará a proteção à saúde, alcançando os produtos destinados à venda direta aos consumidores e ofertados nos serviços de alimentação. Essa restrição vai vigorar entre 1º de julho de 2021 e 1º de janeiro de 2023.

No entanto, há uma exceção: a regra não valerá para alimentos destinados exclusivamente para fins industriais, portanto usados como matérias-primas.

Já na última fase da implementação, a norma prevê o banimento do ingrediente gordura parcialmente hidrogenada, a principal fonte de gorduras trans industriais nos alimentos, a partir de 1º de janeiro de 2023.

Sobre as gorduras trans                        

As gorduras trans, tecnicamente conhecidas como ácidos graxos trans, são um tipo de gordura que pode ser encontrada de forma natural nos alimentos derivados de animais ruminantes (bois, cabras, carneiros, entre outros), como carnes, banha, queijos, manteiga, iogurtes e leite integral, ou que pode ser produzida industrialmente durante a hidrogenação parcial de óleos vegetais ou seu tratamento térmico.

Nos alimentos derivados de animais ruminantes, as concentrações de gorduras trans são consideradas pequenas, portanto em níveis seguros para consumo. De acordo com a Anvisa, a maior preocupação é com os produtos industrializados. 

Riscos à saúde  

Durante muitos anos, acreditava-se que os óleos e gorduras parcialmente hidrogenados (OGPHs) seriam opções mais saudáveis que a gordura saturada. Desde 1990, porém, evidências científicas apontam para riscos à saúde decorrentes desses ingredientes, como aumento do colesterol ruim (LDL) no organismo e redução do colesterol bom (HDL).   

Atualmente, há evidências convincentes de que o consumo de gorduras trans acima de 1% do valor energético total (VET) em alimentos gera fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, aumentando a ocorrência de problemas coronarianos e a mortalidade por essas causas.    

De acordo com dados de 2008 e 2009 da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo diário de gorduras trans atingiu, no mínimo, 1% do valor energético total (VET) para todas as faixas etárias. Naquele levantamento, o maior consumo foi observado entre adolescentes, com 1,2%. Mas estimativas de 2010 já apontavam para um consumo geral de 1,8% pela população brasileira.  

Referências:

Governo do Brasil. Regulamentação. Anvisa aprova regras que limitam o uso de gorduras trans em alimentos. 2019. Disponível em: < https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2019/12/anvisa-aprova-regras-que-limitam-o-uso-de-gorduras-trans-industriais-em-alimentos>.

 





domingo, 31 de janeiro de 2021

Contaminação de alimentos por insetos

Todos conhecem o hábito de certos insetos, como formigas e moscas, de pousarem sobre alimentos, mas muitos ainda desconsideram totalmente a possibilidade de infecção por causa disto.

A partir de pesquisas concluiu-se que moscas carregam aproximadamente 200 espécies de bactérias, incluindo várias que podem ser prejudiciais à saúde humana, principalmente de crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade. Elas transmitem também ovos de parasitas, e partículas de matéria fecal, comida estragada e animais mortos. Este modo de transmissão é chamado de transmissão mecânica.

“As moscas precisam apenas tocar a sua comida por 1 segundo para que suas pernas ou os pequenos pelos que têm sobre o corpo transfiram os germes de todas as coisas nojentas que elas comem para o que você está comendo. E uma vez que moscas podem transferir sérias e contagiosas doenças como cólera, diarreia e febre tifoide, é provavelmente melhor evitar comer coisas nas quais moscas pousaram”, disse Ron Harrison, especialista em controle de pragas, para um tablóide britânico.

A manutenção e limpeza da área de preparação ou consumo ajuda a evitar o aparecimento destes animais, além da cobertura e proteção dos alimentos. O uso de ventiladores e redes também pode ajudar.


Fonte: https://metro.co.uk/2017/04/25/if-a-fly-lands-on-your-food-stop-eating-it-immediately-6595468/

https://www.terminix.com/commercial/industry-solutions/food-processing/food-safety-insects/#:~:text=When%20the%20insect%20lands%20on,humans%2C%20gastrointestinal%20issues%20may%20occur.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Alimentos industrializados e a juventude: a facilidade somada aos riscos à saúde

Com a correria do dia a dia, facilidade e diversidade, esses alimentos vêm ganhando muito espaço entre os jovens, mas quais os riscos que eles podem trazer?

Os adolescentes estão consumindo cada vez mais produtos industrializados, segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, no Estado de São Paulo. O estudo foi feito com os jovens acompanhados pela atenção básica do SUS do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN e chamou a atenção para a má alimentação dos adolescentes.

Seis a cada 10 jovens comem mal, ingerem muitos industrializados, embutidos e doces. Uma média de 60% dos adolescentes consomem industrializados regularmente, como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoito salgado, 46% consomem hambúrguer e/ou embutidos e 43% comem biscoitos recheados, doces ou guloseimas.

Esse hábito alimentar pode ser prático, mas não é nada nutritivo e pode custar caro no futuro. As pessoas que não se alimentam adequadamente tendem a sofrer os efeitos da má alimentação em cerca de cinco anos, é o que afirma a médica especialista em longevidade e que atua com medicina funcional, Dra Cintia Rios.

Como alerta para a situação, a médica listou quais são os impactos que os alimentos industrializados causam no organismo, falou sobre a importância de uma boa alimentação e deu dicas de como melhorar a rotina alimentar.

Impactos da má alimentação no organismo

O consumo de alimentos industrializados traz uma sobra de energia calórica e pouca nutrição ao organismo. Consumir vários desses alimentos potencializa os efeitos ao corpo provocando inflamação e obesidade. O refrigerante é um dos grandes vilões, uma lata da bebida por dia, ao longo de doze meses, resultaria em oito quilos a mais na balança, considerando apenas o consumo de refrigerantes entre os industrializados.

Assustador né? A má alimentação também pode causar outros danos à saúde dos jovens, como deficiência de concentração, de aprendizado e de memória. A insuficiência de nutrientes pode provocar, ainda, alterações neurológicas na adolescência, acarretando doenças como: hipertensão, diabetes, alterações articulares e comportamentais.

Alimentos industrializados

O produto que tem rótulo não é um alimento, é um gênero alimentício que, de alguma forma, foi industrializado, contendo conservantes e espessantes, combinação que resulta em falta de nutrientes e que inflama e adoece o organismo.

Os jovens precisam se alimentar bem, ingerir alimentos que possuem nutrientes e que farão bem lá na frente, no futuro. Existe o que chamamos de tripé da longevidade e que, na adolescência, tem que ser consolidado: comer saudável, fazer atividade física e dormir bem. Nosso corpo é como se fosse um carro, quando abastecemos com o combustível de boa qualidade o rendimento do motor é ótimo, mas quando ele é abastecido com um combustível ruim ele começa a dar sinais de problema.

O importante é a caloria ou o tipo do alimento?

Quando falamos em alimentação saudável, pensamos em calorias e surge a dúvida: consumir 160 calorias de castanha é a mesma coisa que consumir 160 calorias de refrigerante? Claro que não! A caloria pode ser a mesma, o que muda é a forma como o organismo vai absorver essa energia. Para fazer uma comparação, não devemos levar em consideração o valor calórico e sim a qualidade do alimento.

A castanha vem com micro nutrientes, gordura boa e faz com que seja digerida e quebrada em moléculas menores para a ingestão. O refrigerante é puro açúcar, um agente inflamatório que atua como se fosse o ferrugem que sobra, deixando tudo ruim e pesado.

Consuma mais alimentos saudáveis e naturais

Prefira consumir frutas, legumes, verduras e sucos naturais. Evite os industrializados! A maçã, por exemplo, exige a mastigação e digestão, para a distribuição dos nutrientes dentro do organismo. Em caso de optar por sucos, dê preferência aos naturais e sem adição de açúcar. Os sucos de caixinha não são recomendados, eles passam por diversos processos de industrialização e adição de açúcar, o que resulta na perda de fibras e vitaminas.

Como escolher os alimentos saudáveis?

Os adolescentes, de um modo geral, devem fazer melhores escolhas, abusar dos alimentos frescos e optar, sempre, por fazer refeições mais saudáveis e coloridas.  

A dica é manter uma rotina diária saudável e evitar ao máximo produtos industrializados. No café da manhã é importante tomar um suco feito em casa, dê preferência ao de limão; consumir ovo e queijo amarelo. O queridinho da refeição, o pão, deve ser ingerido com moderação. No almoço, procure colorir o prato, coma saladas das mais diversas cores, os vegetais mais escuros possuem mais nutrientes; dê preferência por comer arroz, feijão e uma carne.

Ao invés de tomar suco, coma uma fruta. A noite, na hora do jantar, a dica é comer menos que no almoço, é possível comer a mesma refeição do almoço, só que em menor quantidade ou seguir o que foi ingerido no café da manhã. E, claro, lembrar sempre de ingerir muita água nos intervalos das refeições.

É preciso separar os vários tipos de industrializados. Há os "ultraprocessados" em uma ponta, mas na outra estão os alimentos "minimamente processados", segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. São produtos originais sem aditivos. Eles sofrem no máximo processos como secagem, pasteurização, congelamento ou fermentação.

Há ainda a categoria "processados", onde há adição de sal ou açúcar, como, por exemplo, queijos, pães, geleias, conservas e carnes salgadas, defumadas ou enlatadas Mais durabilidade e segurança alimentar Os padrões de produção, higiene, armazenamento e transporte garantem uma maior saudabilidade ao alimento.


FONTES:

https://actbr.org.br/post/quais-os-impactos-dos-alimentos-industrializados-no-organismo-dos-jovens/17723/

http://www.imedicalma.com.br/2016/01/voce-conhece-os-perigos-do-consumo-de-alimentos-industrializados/

https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2020/10/22/devemos-declarar-guerra-aos-alimentos-industrializados.htm


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

REVOLUÇÃO DA PROTEÍNA: Larva é 1º inseto considerado comida na união europeia

 Os insetos podem ser importantes para alimentar a população mundial no futuro.

A larva do besouro Tenebrio molitor, mais conhecida como larva de farinha.
FONTE: Exame, 2001

Larvas da farinha. Se você nunca viu esses animais, saiba que eles podem estar, em breve, no seu prato quando você fizer aquela sonhada viagem para a Europa. A larva tornou-se o primeiro animal aprovado pela Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) como comida. Apesar do nome, larvas de farinha são larvas de besouro, e não vermes. Rico em proteína, gordura e fibra, eles provavelmente serão os primeiros de muitos insetos a aparecer nas prateleiras europeias nos próximos anos. 

A decisão sobre a segurança para o consumo pode levar as larvas ao prato como opções de proteína animal que vão além da carne bovina, do peixe e do frango.

As larvas da farinha já são usadas na Europa em rações para animais de estimação. Na alimentação humana, a aprovação da EFSA pode levar ao uso das larvas besouro em alimentos como pães, biscoitos e massas. O consumo de insetos já comum em países da África, na Austrália e também na Nova Zelândia.

“Os insetos são organismos complexos, o que torna a caracterização da composição de produtos alimentícios derivados de insetos um desafio. Entender sua microbiologia é fundamental, considerando que todo o inseto é consumido”, afirma Ermolaos Ververis, químico e cientista alimentar da EFSA, envolvido nos estudos de aprovação.

Em todo o mundo, 2,5 bilhões de pessoas se alimentam de insetos regularmente, segundo documento do senado francês. Empresas como a Ynsect estimam que os insetos serão importantes para alimentação da população mundial, que deve atingir 9 bilhões de pessoas em 2050.

“Há benefícios ambientais e econômicos claros se você substituir as fontes tradicionais de proteínas animais por aquelas que requerem menos ração produzem menos resíduos e resultam em menos emissões de gases de efeito estufa. Custos e preços mais baixos podem aumentar a segurança alimentar e a nova demanda abrirá oportunidades econômicas também, mas isso também pode afetar os setores existentes”, diz, em nota, Mario Mazzocchi, estatístico econômico e professor da Universidade de Bolonha.

           A decisão ainda precisa da confirmação da Comissão Europeia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Exame - Revolução da proteína larva e 1 inseto considerado comida na UE

CNN Brasil - Larva encontrada em farinha torna-se o 1° inseto considerado alimento para a UE

Brasil bate recorde de defensivos de controle biológico em 2020

        O Ato n° 70, publicado nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União (DOU), do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, traz o registro de 56 defensivos agrícolas que estarão disponíveis para uso pelos agricultores.

FONTE: Google Imagens

          Desse total, quatro defensivos agrícolas são ingredientes ativos novos, sendo três deles de baixo impacto: dois ingredientes ativos à base dos organismos Habrobracon hebetor, utilizados para o controle de diversas traças de armazenamento, e Clonostachys rósea, utilizados no controle de Botrytis cinerea, um mofo que afeta diversos frutos, além de qualquer outra cultura em que essas pragas forem encontradas, além de um produto que utiliza Peptídeo Derivado de Proteína Harpin (PDPH) para atuar de forma indireta no controle de fungos. Todos os demais produtos registrados utilizam ingredientes ativos cadastrados anteriormente no país.


            O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Bruno Breitenbach, ressalta que os novos registros confirmam 2020 como o ano mais importante para o registro de biopesticidas, importantes ferramentas para tornar a agricultura brasileira ainda mais sustentável. “Nunca se registrou tantos produtos fitossanitários sustentáveis como nesse ano. Anteriormente, o ano de 2018, com 52 produtos registrados, era o maior já alcançado com esse perfil”, destaca o coordenador. Atualmente, soma-se um total de 411 produtos de baixo impacto disponíveis para os produtores.

FONTE: Google Imagens

              Os produtos considerados de baixo impacto possuem ingredientes ativos que podem ser biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais e reguladores de crescimento, podendo ser autorizados em vários casos na agricultura orgânica.

         De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/Mapa-registra-recorde-de-95-defensivos-biologicos-em-2020

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/ato-n-70-de-23-de-dezembro-de-2020-298320188